Início GERAL Mauro Mendes e Jayme Campos, cada vez mais, em direções opostas

Mauro Mendes e Jayme Campos, cada vez mais, em direções opostas


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Relações entre Jayme e Mauro já foram bem melhores no passado. Hoje, ex-governador e senador têm interesses políticos divergentes

Em Cuiabá, divergência política era mantida no ambiente político, sem interferir no relacionamento entre as pessoas.

Era! Não é mais ou pelo menos deixa parecer que mudou – levou para o campo pessoal os posicionamentos partidários e ideológicos, a julgar pela ausência de Mauro Mendes e Fábio Garcia no lançamento do livro biográfico de Dona Amália Curvo de Campos.

Não comparecendo ao lançamento, o ex-governador Mauro Mendes aumentou o fosso entre ele e os irmãos Jayme Campos e Júlio Campos, como se isso fosse possível.

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A representação política cuiabana reuniu-se à noite, no Casarão dos Campos, à Rua 24 de Outubro, na terça-feira (14), para comemorar o lançamento do livro “Amália Curvo de Campos – Mulheres nos Bastidores da Política”.

Na obra, os escritores João Carlos Vicente Ferreira e Maria Rita Ferreira Uemura narram a trajetória de Dona Amália, que foi primeira-dama de Várzea Grande nos dois mandatos de seu marido, Júlio Domingos de Campos, o seo Fiote, e era mãe dos ex-governadores Júlio Campos e Jayme Campos, ambos em atividade política.

O primeiro, exercendo mandato de deputado estadual e pré-candidato à reeleição, e Jayme, senador, pré-candidato ao Governo.

O ato não foi político, mas a classe política compareceu em peso.

Ou quase isso, pois Mauro Mendes e Fábio Garcia, que lideram uma ala do União Brasil – partido de Jayme e Júlio – não compareceram e seus correligionários da cúpula partidária, também não.

Dentre outros políticos, participaram do lançamento: Emanuelzinho Pinheiro, Max Russi, Nelson Barbudo, Wilson Santos, Gisa Barros, Gilmar Fabris, Dr. João José, Pedro Taques, Toninho Domingos, Eduardo Botelho, Ubiratan Spinelli, Juca do Guaraná, Humberto Bosaipo, Marcelo Maluf, Dr. Jonas (prefeito de Poconé), César Miranda; a ex-primeira-dama de Mato Grosso, Maria Lygia de Borges Garcia, e várias outras autoridades e figuras representativas da política e da sociedade, mas sem a presença de nenhum político do chamado grupo de Mauro Mendes.

Os ex-governadores Mauro Mendes e Jayme Campos travam uma disputa convencional na federação União Progressista (UP).

Mauro é pré-candidato ao Senado, defende que a federação não tenha candidato ao Governo e apoie o governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que tentará novo mandato.

Jayme é pré-candidato a governador e não tem objeção quanto à pré-candidatura de Mauro. Nenhum recua.

Fábio Garcia é deputado federal, chefiou a Casa Civil de Mauro Mendes, foi suplente de senador de Jayme e, pelo sistema de rodízio parlamentar, chegou ao plenário do Senado.

Garcia é neto do ex-governador Garcia Neto.

As famílias Campos e Garcia sempre mantiveram laços de amizade, muito embora antes do bipartidarismo no regime militar fossem filiados a partidos diferentes: os Campos no PSD de Filinto Müller, e os Garcia na UDN, da qual Garcia Neto era um dos líderes. 

REPERCUSSÃO – A ausência de Mauro Mendes e Fábio Garcia repercutiu nos meios políticos, que é tenso e foi apimentado pela recente denúncia, feita por Júlio Campos, de que convencionais estariam recebendo “propostas indecorosas” para votarem contra Jayme na convenção marcada para o próximo dia 30.

A filosofia política nos ensina que partido que não ajunta, espalha.

A divisão de forças no União Brasil, que extrapola a sigla e chega às relações pessoais, não somará para seu desempenho nas urnas, independentemente do resultado da convenção.

E esse desfecho poderá ser tema para outro livro, sem teor biográfico, que mostrará o resultado das eleições de 2026, começando pelo fosso que não é recomendado por nenhum manual político.





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