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Flávia Moretti, prefeita de Várzea Grande, resiste a aliança entre o PL e o MDB, apesar de decisão ser da cúpula nacional
A decisão da direção nacional do Partido Liberal (PL), de oficializar uma aliança com o MDB em Mato Grosso, está longe de pacificar o partido no Estado.
Dois dias após o anúncio da composição, prefeitos, parlamentares e dirigentes continuam adotando posições divergentes sobre a estratégia eleitoral para 2026, evidenciando que a crise interna permanece aberta.
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De um lado, prefeitos ligados à ala que resiste ao acordo mantêm o discurso de oposição à presença do MDB no palanque do PL.
Entre eles, estão o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, e o prefeito de Primavera do Leste, Sérgio Machnic.
Eles reafirmaram apoio a nomes já escolhidos para a disputa ao Senado e demonstraram desconforto com a nova composição partidária.
Machnic afirmou que não recebeu qualquer comunicação oficial sobre eventual punição a filiados que descumpram a orientação da legenda e disse não se preocupar com uma possível expulsão.
Segundo ele, o compromisso político assumido anteriormente será mantido.
A resistência ganhou novo capítulo com a viagem de Abilio Brunini, do deputado federal José Medeiros e do empresário Odílio Balbinotti a Brasília.
O grupo participou de reuniões e gravou um vídeo ao lado do senador Flávio Bolsonaro.
Na gravação, Flávio reforça o apoio a Medeiros e apresenta Balbinotti como coordenador de sua campanha presidencial em Mato Grosso, mas não menciona o senador Wellington Fagundes nem a aliança firmada com o MDB.
Enquanto parte dos prefeitos mantém a contestação, outra ala do partido passou a defender o cumprimento da decisão tomada pela Executiva Nacional.
A deputada federal Coronel Fernanda afirmou que seguirá a orientação de Flávio Bolsonaro e do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, sustentando que a legenda deve permanecer unida em torno da coligação.
Segundo a parlamentar, questionar a decisão anunciada pela direção nacional significaria contrariar a orientação política do grupo liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
Ela afirmou ainda que o foco do partido deve ser fortalecer o palanque presidencial em Mato Grosso e buscar ampla união entre as legendas de direita.
A crise também repercutiu fora do PL.
O ex-prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat (MDB), criticou a postura da prefeita Flávia Moretti, ao rejeitar a composição entre os dois partidos.
Kalil afirmou que a aliança foi construída com o aval das direções nacionais e cobrou coerência dos adversários, lembrando que o MDB mantém alianças com Jair Bolsonaro em outros estados.
Apesar das manifestações públicas de insatisfação, nenhuma liderança anunciou oficialmente a saída do PL.
Também não houve qualquer sinal da direção nacional de que a aliança com o MDB será revista.
Ao contrário, as declarações de Coronel Fernanda e a participação de Flávio Bolsonaro nas articulações reforçam a posição da cúpula partidária de manter a composição eleitoral em Mato Grosso.
Com as convenções partidárias em andamento, a expectativa agora é saber se a resistência demonstrada por parte dos prefeitos permanecerá apenas no discurso ou se produzirá reflexos práticos durante a campanha eleitoral.
As duas alas do PL
Resistem à aliança com o MDB
- Abilio Brunini (prefeito de Cuiabá)
- Flávia Moretti (prefeita de Várzea Grande)
- Sérgio Machnic (prefeito de Primavera do Leste)
- José Medeiros (deputado federal)
Defendem cumprir a decisão nacional
- Coronel Fernanda (deputada federal)
- Valdemar Costa Neto (presidente nacional do PL)
- Flávio Bolsonaro (pré-candidato à Presidência)





