Início GERAL WF tira Maluf e escala Farina. Novo vê ‘quebra de palavra’

WF tira Maluf e escala Farina. Novo vê ‘quebra de palavra’


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Com o médico Alencar Farina, o PL consolida uma chapa pura do partido na disputa pelo Palácio Paiaguás

O senador Wellington Fagundes (PL) mudou a composição de sua chapa ao Governo de Mato Grosso e decidiu retirar Marcelo Maluf, do Novo, da vaga de vice-governador.

Em seu lugar, será colocado o médico Alencar Farina, do PL, consolidando uma chapa pura do partido na disputa pelo Palácio Paiaguás.

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A mudança provocou uma reação imediata de Maluf.

Em nota divulgada à imprensa, ele afirmou ter sido comunicado pelo próprio Wellington sobre a substituição e acusou o senador e o PL de quebrarem um compromisso que, segundo ele, já havia ultrapassado a fase das negociações e sido formalizado dentro do processo partidário.

Maluf elevou o tom e transformou a troca do vice em um questionamento direto sobre a palavra de Wellington.

“Política se faz com responsabilidade, compromisso, seriedade e, sobretudo, palavra. Infelizmente, o senador Wellington Fagundes e o Partido Liberal de Mato Grosso demonstraram enorme dificuldade em compreender o significado desses princípios”, disparou.

Segundo Maluf, sua entrada na chapa não havia sido tratada como mera possibilidade.

Ele sustenta que aceitou formalmente o convite para disputar como vice, participou da construção política da candidatura e que a definição chegou à convenção partidária.

Com a composição acertada, conforme relata, aliados foram mobilizados, estratégias começaram a ser traçadas e uma estrutura eleitoral passou a ser organizada em torno do projeto.

“Fiz isso de boa-fé, acreditando na palavra empenhada e na seriedade de uma decisão tomada por quem pretende governar Mato Grosso”, afirmou.

A decisão de Wellington de substituir Maluf por Alencar Farina altera também o desenho partidário da candidatura. Com Farina na vice, o PL passa a ocupar as duas posições da chapa ao Governo, abrindo mão da composição com o Novo.

Na nota, Maluf afirma que a questão ultrapassa sua retirada da disputa e atinge a maneira como Wellington conduz suas alianças. Em um dos trechos mais duros, ele relaciona o episódio à confiança que o senador pretende pedir do eleitorado.

“Não é possível pedir confiança a mais de três milhões de mato-grossenses quando não se consegue honrar compromissos assumidos dentro da própria casa”, declarou.

Maluf classificou a mudança como uma falta de respeito pessoal e político e afirmou que pessoas mobilizadas em torno da candidatura também foram atingidas pela decisão.

“O que ocorreu comigo representa uma falta de respeito não apenas pessoal, mas política. Um projeto foi prejudicado, pessoas que acreditaram nele foram desconsideradas e compromissos formalmente construídos foram simplesmente descartados”, acrescentou.

O agora ex-candidato a vice ainda deixou um recado sobre as consequências políticas da mudança. Para ele, quem altera compromissos de acordo com as circunstâncias terá de explicar ao eleitor por que novas promessas devem ser consideradas confiáveis.

“Quem muda compromissos conforme as conveniências do momento precisa explicar à sociedade por que sua palavra de hoje deverá merecer confiança amanhã”, afirmou.

Ao encerrar a nota, Maluf disse deixar o episódio com a consciência tranquila e transferiu para Wellington e seus aliados a responsabilidade pela decisão.

“Cumpri rigorosamente aquilo que assumi. Outros terão de responder pelas escolhas que fizeram e pela maneira como decidiram fazê-las”, concluiu.





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