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Federação pode reduzir representação na ALMT e dificultar a reeleição de deputados que hoje exercem mandato
A Federação União Progressista (União-PP) entrou oficialmente na disputa por vagas na Assembleia Legislativa de Mato Grosso com uma chapa reduzida, cenário que acende um alerta para o desempenho eleitoral do grupo nas eleições deste ano.
Com apenas nove candidatos registrados para deputado estadual — quando a legislação permite até 25 —, a federação corre o risco de diminuir sua representação no Parlamento e, até mesmo, dificultar a reeleição de deputados que hoje exercem mandato.
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Entre os nomes confirmados estão os deputados estaduais Dilmar Dal’Bosco, Júlio Campos e Sebastião Rezende, que buscarão renovar seus mandatos.
A nominata é completada por Antônio Carlos da Silva Barros, Wender Ramon, Ana Paula Leiria, Cenira Evangelista, Eliane da Silva Ferreira e Michelly Alencar.
O registro da chapa confirma as dificuldades enfrentadas pela federação para montar uma nominata competitiva.
O grupo chega ao pleito com cinco candidatos homens e apenas quatro mulheres, ficando 16 nomes abaixo da capacidade máxima prevista pela legislação eleitoral.
A situação contrasta com o peso político da federação na disputa majoritária.
O grupo terá dois candidatos ao Senado: o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) e a suplente Margareth Buzetti (PP), ambos apostando em uma campanha de grande alcance eleitoral.
As dificuldades para fechar a chapa já haviam sido admitidas por dirigentes da federação, durante o período das convenções partidárias.
Na ocasião, o presidente estadual do Progressistas, Nilson Leitão, e o deputado Dilmar Dal’Bosco reconheceram que o grupo enfrentava obstáculos para atrair novos candidatos e anunciaram uma força-tarefa para ampliar a nominata.
Dilmar chegou a demonstrar insatisfação com o andamento das articulações, afirmando que as indicações apresentadas até aquele momento partiram exclusivamente do União Brasil.
Já Nilson Leitão atribuiu a dificuldade, principalmente, à escassez de mulheres interessadas em disputar a eleição.
Segundo ele, a exigência legal de participação mínima de candidatas acabou limitando a formação da chapa, apesar de haver homens dispostos a concorrer.
Além do impasse na disputa estadual, a federação também precisou reorganizar sua chapa para deputado federal após a saída de Fábio Garcia, que deixou a corrida por uma vaga na Câmara para integrar, como candidato a vice-governador, a chapa encabeçada por Otaviano Pivetta (Republicanos).
Segundo Nilson Leitão, a mudança exigiu um rearranjo interno, já que Fábio Garcia era considerado um dos principais puxadores de votos da nominata federal.
Ainda assim, ele afirmou que o grupo aposta na capacidade dos demais candidatos para absorver parte desse eleitorado e manter a competitividade nas eleições.





