Divulgação/PL-MT
Com escolha de Morais, o senador WF busca oferecer à ala mais conservadora da candidatura um nome de forte identificação com Bolsonaro, sem precisar rever a composição com o MDB
A escolha do empresário Reinaldo Morais (Novo), o “Rei do Porco”, para vice de Wellington Fagundes (PL), vai além do preenchimento de uma vaga que já teve três nomes em poucos dias.
A composição tenta resolver um problema político que passou a acompanhar a candidatura do senador ao Governo de Mato Grosso: como manter a aliança com o MDB e, simultaneamente, preservar a identificação da chapa com a base bolsonarista do PL.
Reinaldo chega à chapa com credenciais para atuar justamente nessa segunda frente.
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Empresário do agronegócio, evangélico e publicamente identificado com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), teve o nome avalizado pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, segundo as informações divulgadas sobre as negociações.
A escolha ocorre depois das passagens de Marcelo Maluf (Novo) e Alencar Farina (PL) pelas articulações da vice.
Reinaldo Morais tornou-se, assim, o terceiro nome escolhido para a posição.
A sucessão de mudanças transformou uma decisão normalmente destinada a ampliar eleitoralmente uma chapa em uma tentativa de estabilizá-la.
O teste agora será saber se a presença do “Rei do Porco” é suficiente para diminuir as resistências de setores bolsonaristas à principal decisão política tomada por Wellington nesta eleição: a aliança com o MDB.
O PROBLEMA NÃO ESTAVA APENAS NA VICE – A origem do desgaste não está propriamente no nome do candidato a vice.
Wellington construiu uma composição com o MDB, que colocou a deputada estadual Janaina Riva como candidata ao Senado, em dobradinha com o deputado federal José Medeiros (PL).
O acordo encontrou resistência entre segmentos do próprio PL. Inclusive, prefeitos e lideranças identificadas com o bolsonarismo.
Por isso, a escolha do vice passou a desempenhar uma função adicional: oferecer à ala mais conservadora da candidatura um nome de forte identificação com Bolsonaro, sem que Wellington precise rever a composição com o MDB.
É esse equilíbrio que Reinaldo deverá ajudar a construir.
TRÊS NOMES EM POUCOS DIAS – A dificuldade ficou evidente na sequência de mudanças.
O primeiro escolhido foi Marcelo Maluf, do Novo.
O empresário chegou a receber a garantia de que ocuparia a vice, mas acabou retirado da composição, poucos dias depois de a convenção do partido definir apoio ao projeto de Wellington.
Maluf reagiu publicamente.
Acusou Wellington e o PL de Mato Grosso de descumprirem um compromisso político, que, segundo ele, havia sido construído e formalizado entre as duas legendas.
A vaga passou, então, para Alencar Farina, do PL.
Mas, a alternativa criou outro problema, justamente no segmento que Wellington precisava aproximar.
Embora atualmente identificado com Bolsonaro, Farina havia sido candidato a vice-prefeito de Cuiabá pelo PT, em 2004, na chapa encabeçada por Alexandre Cesar.
O histórico passou a ser explorado no momento em que a candidatura enfrentava questionamentos dentro do campo bolsonarista.
Foi nesse cenário que Reinaldo ganhou força.





