Início NACIONAL Ministros do TSE indicam que devem tirar Marçal da disputa presidencial

Ministros do TSE indicam que devem tirar Marçal da disputa presidencial


Integrantes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicaram ao longo dessa semana que não devem conceder o registro de candidatura ao empresário Pablo Marçal (PRTB) por conta da sua inelegibilidade decretada pela Justiça Eleitoral em primeira e segunda instância.

Em 5 de agosto, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) rejeitou por unanimidade os embargos apresentados pela defesa e manteve a condenação imposta ao empresário.

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O caso envolve o chamado “campeonato de cortes”, estratégia de campanha de 2024 que estimulava colaboradores a produzir e divulgar vídeos de Marçal nas redes sociais.

Para os integrantes da Corte, não há “fato novo” que corrobore para a concessão de registro de candidatura do empresário. A visão no TSE é que também a defesa de Marçal, até o momento, não conseguiu levantar provas contra as acusações de abuso de poder econômico.

Em agosto, o TRE-SP manteve a condenação por 4 votos a 3 e também aplicou multa de 420 mil reais.

A condenação foi baseada em abuso de poder econômico, captação e gastos ilícitos de recursos e uso indevido dos meios de comunicação.

A intenção do TSE é analisar o caso o quanto antes para não gerar instabilidade no pleito desse ano. A expectativa de integrantes do Tribunal, conforme apurou O Antagonista, é que o registro de Marçal seja julgado até a primeira semana de setembro.

Quem irá relatar o caso é a ministra Estela Aranha, indicada por Lula (PT) em 2025 e apadrinhada por Flávio Dino, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Marçal, uma linha auxiliar de Flávio Bolsonaro?

O candidato à Presidência da República pela Missão, Renan Santos, afirmou na segunda-feira que Marçal atua para favorecer o senador Flávio Bolsonaro (PL).

“Ele é um personagem folclórico da política brasileira. Era até esperado que ele fosse aparecer agora e fazer algum tipo de bagunça. E eu acho que esse tipo de coisa é para beneficiar o Flávio”, afirmou.

“Ele estava trabalhando com o Flávio Bolsonaro, era um consultor de marketing do Flávio. Então, não imagino nada muito diferente disso”, acrescentou.

Em dezembro do ano passado, Marçal declarou apoio à candidatura de Flávio e disse que trabalharia para que o União Brasil, partido do qual fazia parte, apoiasse o senador.





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