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Para MauroPara Mauro, denúncia de Taques levou a PF a investigar o acordo entre Mato Grosso e a Oi S.A. e revela “fruto de ressentimento”
O ex-governador Mauro Mendes (União), candidato ao Senado, partiu para o ataque contra o ex-governador Pedro Taques (PSB), ao comentar a Operação Heritage, da Polícia Federal.
Em entrevista nesta quarta-feira (19), Mauro afirmou que o adversário estaria usando a disputa eleitoral para alimentar uma perseguição política e tentar atingir seus antigos rivais.
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Para ele, a denúncia que levou a PF a investigar o acordo entre Mato Grosso e a Oi S.A. seria “fruto de ressentimento”.
Ele acusou Taques de agir movido por “ódio”, “rancor” e “dor de cotovelo”.
Afirmou que o ex-governador não entrou na eleição ao Senado com expectativa de vitória.
“Ele não está nessa eleição para ganhar, porque sabe que não ganha. Está para tentar destruir”, afirmou.
A Operação Heritage apura as circunstâncias de um acordo que envolveu R$ 308,1 milhões e resultou em medidas judiciais contra Mauro, incluindo a apreensão de seus passaportes e dos documentos de viagem de sua esposa e filhos.
Mauro apresentou outra versão sobre a origem da negociação.
Segundo ele, o Estado havia bloqueado valores da Oi em 2009, mas perdeu a disputa judicial anos depois.
Com a derrota, Mato Grosso teria que devolver o montante atualizado, que, na estimativa apresentada pelo ex-governador, alcançaria cerca de R$ 580 milhões.
A solução adotada, segundo Mauro, foi negociar o encerramento da disputa.
Ele ressaltou que a condução ficou a cargo da Procuradoria-Geral do Estado, formada por servidores concursados, e não diretamente pelo governador.
Na avaliação dele, o acordo evitaria uma nova cobrança judicial e o risco de bloqueios nas contas estaduais.
O ex-governador também sustentou que o procedimento recebeu avaliações favoráveis de órgãos de controle.
Citou o Ministério Público de Contas, o Tribunal de Contas de Mato Grosso e o Ministério Público Estadual como instituições que analisaram o caso e, conforme sua versão, não encontraram irregularidades nos cálculos ou na negociação.
Mauro afirmou ainda que esse tipo de solução não seria excepcional e que acordos semelhantes já teriam sido utilizados em dezenas de processos para evitar prejuízos maiores ao Estado.
Mesmo questionando a investigação, o candidato disse não temer a apuração.
“Pode investigar”, afirmou, ao defender que a Polícia Federal avance no caso.
A ressalva veio em seguida: para Mauro, a investigação teria partido de uma denúncia com erros jurídicos e motivação política.
O ex-governador também criticou a decisão que determinou a apreensão dos passaportes.
Segundo ele, a medida teve o efeito de colocá-lo no centro da investigação justamente durante a corrida eleitoral.
Ao atacar Taques, Mauro também recuperou episódios da gestão do ex-governador, entre 2015 e 2018, citando a crise envolvendo interceptações telefônicas ilegais, conhecida como “Grampolândia Pantaneira”, e investigações que atingiram integrantes do Governo.
Pedro Taques, que também disputa uma vaga ao Senado, é apontado por Mauro como responsável pela denúncia que teria desencadeado a investigação.
A autoria e o conteúdo da representação, assim como as circunstâncias investigadas na Operação Heritage, ainda estão sob análise das autoridades competentes.




