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Mineradoras estrangeiras detêm 4 a cada 10 projetos de terras raras no país


Desde o início do ano, a mineradora instalada em Goiás recebeu financiamento público de US$ 565 milhões dos EUA e foi comprada pela empresa norte-americana USA Rare Earth por US$ 2,8 bilhões (cerca de R$ 14 bilhões). A USA Rare Earth tem o governo norte-americano como acionista minoritário, após receber no começo do ano um aporte de US$ 1,6 bilhão do governo de Donald Trump.

A Serra Verde é a única produtora fora da Ásia com capacidade para fornecer os quatro elementos de terras raras magnéticas — neodímio, praseodímio, disprósio e térbio — essenciais para as indústrias automotiva, médica, de energia renovável, eletrônica, robótica, de defesa e aeroespacial.

Em julho, a USA Rare Earth anunciou a compra de uma fatia da francesa Carester, especializada em separação e processamento de terras raras. O acordo coloca a Serra Verde como fornecedora de matéria-prima, enquanto a USA Rare Earth terá acesso às tecnologias desenvolvidas pela companhia francesa.

De acordo com a análise da Repórter Brasil e da Associated Press, a China ainda não detinha requerimentos de terras raras no Brasil até junho, mas empresas do país já demonstram interesse em pesquisar possíveis jazidas, como a Mineração Taboca e a Shenghe Resources Holding.

Boom acende alerta para impactos ambientais

O boom das terras raras é visto com preocupação por ambientalistas e comunidades tradicionais, que apontam o avanço dos projetos sem mecanismos adequados de proteção socioambiental. As críticas recaem sobre o projeto de lei aprovado em maio pela Câmara, que cria uma política federal para minerais críticos, e sobre a nova Lei de Licenciamento Ambiental, que alterou as zonas de proteção no entorno de áreas de mineração e acelera o licenciamento de projetos considerados estratégicos.





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