Início NACIONAL Advogado admite ter falado sobre Lulinha com Lula

Advogado admite ter falado sobre Lulinha com Lula


Após se reunir com Lula (PT) no Palácio da Alvorada, o advogado Marco Aurélio de Carvalho (foto), coordenador do grupo Prerrogativas, admitiu que o caso Lulinha foi discutido de “forma lateral” com o presidente da República.

Ao Metrópoles, ele disse que nada específico sobre a defesa de Fábio Luís Lula da Silva foi abordado.

“Essa não era a ideia. O presidente não fala sobre isso comigo, e eu tenho sigilo profissional e também não pretendo falar com ele sobre isso. Vou fazer a defesa do Fábio de uma forma bastante transparente, muito clara. Interessa ao Fábio, mais do que a qualquer outra pessoa, o esclarecimento de toda e qualquer dúvida que, porventura, possa ter surgido em razão da atividade pessoal e profissional”, disse.

Citando interlocutores do petista, o portal publicou que o tema Lulinha não estava na pauta inicial do encontro, mas entrou na conversa por iniciativa do coordenador do Prerrogativas.

O encontro

Lula se reuniu na noite de quarta-feira, 19, com Marco Aurélio de Carvalho, o advogado de Lulinha, no Palácio da Alvorada.

O encontro durou mais de três horas.

A pauta era a disputa eleitoral em São Paulo.

O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, candidato do PT ao governo paulista, também participou.

Além de atuar na defesa de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho coordena a campanha de Lula no estado de São Paulo.

Lulinha

A pedido da Polícia Federal, os ministros André Mendonça e Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, autorizaram a abertura de três inquéritos sobre o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

André Mendonça autorizou, em 30 de julho, a Polícia Federal a investigar Lulinha por suspeita de tráfico de influência e corrupção para favorecer o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”.

A PF busca apurar se Lulinha interferiu junto ao Ministério da Saúde no processo de liberação para venda de cannabis medicinal, com possível uso de contatos dentro do gabinete presidencial.

Em 31 de julho, Mendonça autorizou a PF a investigar se o filho do presidente Lula favoreceu empresários interessados em fechar negócios com a Dataprev, empresa pública responsável pela gestão de dados sociais do governo federal, especialmente os ligados ao INSS.

Essa segunda apuração envolve o empresário Cleber Ribas de Oliveira, sócio da 3Structure It. 

De acordo com a PF, ele teria pagado ao menos uma viagem para Lulinha em troca de supostos favores no governo.

Flávio Dino autorizou, em 4 de agosto, a Polícia Federal a iniciar uma terceira investigação sobre Lulinha.

Este inquérito é referente à suspeita de tráfico de influência do filho no governo federal em favor de empresas parceiras.

Dino também determinou a abertura de uma investigação para apurar o vazamento de informações sigilosas dos inquéritos relacionados a Lulinha.

A depender do desenrolar das investigações, filho do presidente Lula pode ser acusado de tráfico de influência, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

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