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Agro expõe diferenças entre candidatos ao Governo de Mato Grosso


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Candidatos ao Governo de Mato Grosso foram sabatinados pela Aprosoja-MT, nesta quinta-feira (20)

A relação entre produção agropecuária, regularização ambiental e segurança jurídica colocou os candidatos ao Governo de Mato Grosso diante de algumas das principais demandas do campo, nesta quinta-feira (20).

Na sabatina promovida pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), o embate eleitoral deixou por momentos o campo das acusações políticas para entrar em questões concretas, que afetam diretamente as propriedades rurais.

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O encontro “Agricultura em Pauta: Propostas para Mato Grosso” reuniu candidatos ao Palácio Paiaguás para responder a questionamentos apresentados pelo setor produtivo.

O primeiro bloco foi dedicado aos temas ambiental e fundiário e expôs diferenças, principalmente ,sobre a condução do Cadastro Ambiental Rural (CAR), a criação de Áreas de Proteção Ambiental (APAs) e a forma de conciliar rastreabilidade com a manutenção da atividade econômica.

INFO sabatina candidatos ao governo

 

A primeira questão tratou do CAR e de como transformar o cadastro em um instrumento efetivo de regularização, capaz de dar maior previsibilidade e segurança jurídica ao produtor.

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos), candidato à reeleição, respondeu defendendo o caminho adotado pela atual administração.

Disse que o Estado vem trabalhando para reduzir a burocracia e prometeu reforçar o chamado CAR 2.0.

Pivetta também afirmou que a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) investe em tecnologia e vem descentralizando parte da gestão por meio da atuação conjunta com prefeituras e consórcios municipais.

A manifestação mostrou uma das linhas que o governador deverá utilizar durante a campanha: apresentar a estrutura existente como base para acelerar a regularização, em vez de propor uma ruptura no modelo atual.

APAS COLOCAM GESTÃO NO CENTRO DO DEBATE – A temperatura aumentou quando a Aprosoja questionou os candidatos sobre Áreas de Proteção Ambiental, implantadas sobre regiões produtivas e os conflitos fundiários decorrentes das restrições de uso.

A candidata Natasha Slhessarenko (PSD) defendeu que o ônus de uma restrição criada pelo próprio poder público não pode ser transferido integralmente ao proprietário rural.

Segundo ela, essas situações precisam ser revistas individualmente para adequar as áreas às regras e buscar uma solução para quem sofreu limitações sobre a propriedade.

“O produtor não pode ficar pagando o preço sem indenização”, afirmou Natasha.

A posição coloca a candidata em uma linha de revisão dos conflitos existentes, com responsabilização do Estado quando a própria ação governamental provocar perda ou restrição relevante ao uso produtivo da área.

Wellington Fagundes (PL) utilizou o tema para atacar a administração estadual.

O senador afirmou que, ao longo dos últimos sete anos, a gestão da Sema criou APAs que prejudicaram produtores rurais.

Pivetta reagiu e negou que tenham sido criadas novas APAs durante sua gestão.

Ao responder ao adversário, afirmou que precisava “repor a verdade” sobre o tema.

A divergência evidencia uma das frentes de confronto que deverá acompanhar a campanha.

De um lado, Wellington responsabilizando o grupo político que governa Mato Grosso pela condução da política ambiental.

De outro, Pivetta defendendo a estrutura administrativa da qual participou e contestando as acusações.

RASTREABILIDADE DIVIDE DISCURSOS – Outro ponto colocado aos candidatos foi como ampliar a rastreabilidade da produção sem transformar exigências de mercados compradores em restrições generalizadas contra produtores que cumprem a legislação.

Wellington defendeu a rastreabilidade como instrumento necessário tanto para o mercado interno quanto para as exportações.

Citou outros setores e produtos submetidos a sistemas de controle e argumentou que mecanismos de rastreamento também podem oferecer segurança às operações comerciais do agronegócio.

Ao mesmo tempo, a manifestação do candidato colocou em pauta uma preocupação recorrente no campo: evitar que critérios externos acabem funcionando como novas barreiras para quem já atende à legislação brasileira.

O confronto voltou à questão ambiental.

Pivetta reiterou que Mato Grosso não criou APAs durante sua gestão, enquanto Wellington defendeu maior participação dos produtores nas decisões que afetam as propriedades rurais.

Mais do que a troca de acusações, porém, o bloco mostrou que os candidatos terão de apresentar respostas para um problema que combina produção, preservação, comércio exterior e segurança jurídica.

AGRO ENTRE AS PRIORIDADES – A sabatina foi organizada pela Aprosoja-MT, com a proposta de aproximar os candidatos das demandas do setor produtivo e permitir que produtores questionassem diretamente os concorrentes ao Governo.

O presidente da entidade, Lucas Beber, afirmou que os candidatos receberão uma carta reunindo as principais reivindicações do agronegócio ao fim do encontro.

Segundo ele, a proposta da associação foi promover um evento apartidário, com condições iguais aos participantes e sem utilizar pesquisas de intenção de voto como critério para os convites.

O encontro ocorre em um Estado no qual o agronegócio tem peso central sobre a economia e coloca o setor como um dos principais territórios de disputa entre os candidatos.

As primeiras respostas já mostram diferentes estratégias.

Pivetta procura associar sua candidatura à continuidade e ao aperfeiçoamento das estruturas existentes; Wellington usa problemas ambientais e fundiários para contestar a administração atual; e Natasha busca ocupar um espaço crítico ao defender revisão de restrições impostas pelo próprio Estado e eventual reparação aos produtores afetados.

O material disponível no boletim consultado não registra respostas substantivas de Millas de Oliveira no bloco ambiental e fundiário.

Por isso, suas posições específicas sobre CAR, APAs e rastreabilidade não foram atribuídas na reportagem sem fonte que as sustentasse.

O QUE DISSERAM AO AGRO

OTAVIANO PIVETTA

CAR
Defendeu a desburocratização e prometeu reforçar o CAR 2.0.

GESTÃO AMBIENTAL
Disse que a Sema investe em tecnologia e descentralização com prefeituras e consórcios.

APAS
Negou que Mato Grosso tenha criado novas APAs durante sua gestão.

WELLINGTON FAGUNDES

APAS
Criticou a política ambiental do Estado e afirmou que áreas de proteção criadas nos últimos anos prejudicaram produtores.

RASTREABILIDADE
Defendeu sistemas de rastreamento para dar segurança ao mercado interno e às exportações.

PARTICIPAÇÃO
Cobrou maior voz dos produtores nas decisões que afetam o campo.

NATASHA SLHESSARENKO

APAS
Defendeu revisão das áreas em que restrições impostas pelo poder público atingem propriedades produtivas.

INDENIZAÇÃO
Sustentou que o produtor não pode arcar sozinho com o prejuízo provocado por uma restrição criada pelo Estado.

“O produtor não pode ficar pagando o preço sem indenização.”

MILLAS DE OLIVEIRA

SEM POSIÇÃO DETALHADA NO MATERIAL CONSULTADO

O boletim disponível não registra respostas específicas do candidato sobre CAR, APAs e rastreabilidade neste bloco da sabatina.

Fonte: sabatina “Agricultura em Pauta: Propostas para Mato Grosso” / Aprosoja-MT





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