Olhar Direto
O senador Rogério Marinho (PL-RN), que é coordenador da campanha de Flávio à Presidência, esteve na sexta-feira (21)ntem em Cuiabá
Adversários na disputa pelo Governo de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos) e Wellington Fagundes (PL) poderão dividir o mesmo palanque, durante uma eventual visita de Flávio Bolsonaro (PL) ao Estado.
A possibilidade foi admitida na sexta-feira (21), em Cuiabá, pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha de Flávio à Presidência da República.
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Marinho esteve na Capital mato-grossense para uma agenda com empresários e lideranças políticas ligadas ao campo bolsonarista.
Durante a passagem por Cuiabá, afirmou que todos os grupos que apoiam Flávio serão convidados a participar dos eventos do presidenciável no Estado.
A situação cria uma configuração incomum na eleição mato-grossense.
Wellington é o candidato oficial do partido de Flávio ao Governo, enquanto Pivetta concorre diretamente contra ele.
Na disputa presidencial, porém, os dois se posicionaram a favor do mesmo candidato.
“Agora nós temos que ter a estratégia e a inteligência de buscarmos o voto onde eles se encontram. Aqui no Mato Grosso nós temos já o apoio de Wellington, que é o nosso candidato ao governo, mas nós temos também o apoio do próprio Pivetta, que já foi externalizado publicamente”, disse Marinho.
Flávio deverá retornar a Mato Grosso durante a campanha eleitoral, embora ainda não exista data definida.
Quando a visita ocorrer, segundo Marinho, a orientação será abrir espaço para todos os aliados do presidenciável.
“Então, se viermos, claro que todos serão convidados, que nos apoiem, serão muito bem-vindos. Então, quem estiver contra o PT, é muito bem-vindo do nosso lado”, afirmou.
DOIS PALANQUES — A declaração dada em Cuiabá explicita o desafio da campanha presidencial do PL em Mato Grosso: fortalecer Wellington, candidato próprio ao Governo, sem dispensar o apoio eleitoral oferecido por Pivetta.
Wellington tem uma relação partidária direta com a candidatura presidencial.
Além de disputar pelo PL, procura associar sua campanha estadual ao campo político representado nacionalmente por Flávio.
Pivetta, entretanto, também declarou apoio ao presidenciável, mesmo pertencendo ao Republicanos.
O partido decidiu manter posição de independência nacional, permitindo que suas lideranças adotem posicionamentos de acordo com as composições construídas nos Estados.
Em Mato Grosso, Pivetta optou publicamente por Flávio e já afirmou que seu grupo político trabalhará pela candidatura presidencial do PL.
Com isso, a eventual visita do presidenciável poderá produzir uma fotografia politicamente delicada: Flávio ao lado de dois candidatos que disputam entre si o comando do Palácio Paiaguás.
Marinho sinalizou nesta sexta-feira que a campanha nacional não pretende escolher entre esses apoios quando o objetivo for ampliar a votação presidencial.
A lógica apresentada pelo coordenador é separar, na medida do possível, a disputa nacional das composições estaduais.
Wellington permanece como candidato oficial do PL ao Governo, enquanto o apoio de Pivetta é tratado como uma adesão adicional ao projeto presidencial.
BASE AMPLA – A estratégia não se restringe à disputa pelo Governo.
Segundo Marinho, a campanha pretende construir em Mato Grosso uma base que também alcance as eleições para o Senado e a Câmara dos Deputados.
“Nós somos candidato a presidente da República, nós queremos eleger o nosso candidato a governador, queremos eleger o nosso candidato ao Senado, queremos eleger deputados federais que vão dar suporte e governabilidade ao nosso candidato a presidente da República”, afirmou.
A manifestação ocorre em um momento em que os palanques estaduais ainda passam por rearranjos e lideranças do mesmo campo político aparecem distribuídas entre candidaturas adversárias.
No caso de Mato Grosso, essa sobreposição ficará especialmente visível quando Flávio desembarcar no Estado.
Wellington tentará utilizar a presença do correligionário para reforçar sua própria candidatura ao Governo, enquanto Pivetta poderá reivindicar espaço no mesmo evento como aliado na eleição presidencial.
Se a estratégia anunciada por Rogério Marinho nesta sexta-feira, em Cuiabá, for mantida, Flávio chegará a Mato Grosso com um candidato oficial ao Governo, mas com dois palanques dispostos a pedir votos para sua candidatura à Presidência.





