Pivetta vira disputa, ultrapassa Wellington e assume liderança na corrida pelo Governo de MT
Governador chega a 39% contra 35% do senador, após estar 15 pontos atrás em dezembro; republicano também aparece numericamente à frente em eventual segundo turno e tem rejeição menor
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) conseguiu uma virada na disputa pelo Governo de Mato Grosso e aparece, pela primeira vez em levantamento do Paraná Pesquisas, numericamente à frente do senador Wellington Fagundes (PL). Pesquisa divulgada nesta segunda-feira (24) mostra Pivetta com 39% das intenções de voto, contra 35% de Wellington, enquanto Natasha Slhessarenko (PSD) ocupa a terceira posição, com 8,7%.
A diferença de quatro pontos percentuais entre Pivetta e Wellington supera numericamente a margem de erro de 2,6 pontos para mais ou para menos. Considerados os intervalos possíveis de cada candidato, porém, eles ainda se sobrepõem, o que recomenda cautela na interpretação da vantagem.
Mais do que a fotografia atual, o levantamento revela uma mudança expressiva na trajetória dos dois principais candidatos quando comparado à pesquisa realizada pelo mesmo instituto em dezembro de 2025.
Na ocasião, Wellington liderava com 43,1%, enquanto Pivetta registrava 28,1%. O senador possuía uma vantagem de 15 pontos percentuais.
Oito meses depois, o quadro se inverteu. Pivetta avançou 10,9 pontos, chegando aos atuais 39%, enquanto Wellington recuou 8,1 pontos, para 35%. A distância entre os dois, portanto, sofreu uma oscilação de 19 pontos percentuais: de 15 pontos favoráveis ao senador para quatro pontos favoráveis ao governador.
Natasha aparece isolada na terceira colocação, com 8,7%. Na sequência estão Sargento Laudicério (Agir), com 2,2%, Maurício Coelho (Mobiliza), com 0,4%, e Rafaell Millas (Missão), com 0,3%.
PIVETTA TAMBÉM VIRA NO SEGUNDO TURNO
A inversão de posições também aparece em uma eventual disputa direta entre Pivetta e Wellington no segundo turno.
O governador registra 44,3%, contra 40,8% do senador. Nesse cenário, a diferença é de 3,5 pontos percentuais e os dois permanecem tecnicamente empatados dentro da margem de erro.
A comparação com dezembro, entretanto, mostra novamente uma alteração relevante.
Há oito meses, Wellington aparecia com 48,6%, contra 32,8% de Pivetta, vantagem de 15,8 pontos percentuais para o senador.
Desde então, Pivetta avançou 11,5 pontos, enquanto Wellington perdeu 7,8 pontos. A distância entre os dois sofreu uma movimentação de 19,3 pontos percentuais: Wellington passou de 15,8 pontos à frente para 3,5 pontos atrás numericamente.
Os dois cenários — primeiro e segundo turnos — indicam que a vantagem construída pelo senador no fim de 2025 foi eliminada ao longo dos últimos oito meses.
GOVERNADOR ABRE VANTAGEM NA ESPONTÂNEA
Outro dado favorável a Pivetta aparece na pesquisa espontânea, quando os entrevistados precisam dizer em quem pretendem votar sem receber previamente uma lista de candidatos.
O governador é citado por 15,9%, contra 8,6% de Wellington. Natasha aparece com 2,7%. A vantagem de Pivetta sobre o senador nesse levantamento chega a 7,3 pontos percentuais.
A espontânea, no entanto, também expõe o elevado grau de indefinição do eleitorado mato-grossense a pouco mais de um mês da eleição.
Nada menos que 65,2% dos entrevistados não souberam ou não quiseram indicar espontaneamente um candidato. O percentual mostra que, apesar da mudança de posições entre os dois líderes, uma parcela expressiva dos eleitores ainda não consolidou sua escolha.
WELLINGTON TEM MAIOR REJEIÇÃO
A rejeição é outro indicador que diferencia os dois principais adversários.
Segundo o Paraná Pesquisas, 25,7% dos entrevistados afirmam que não votariam em Wellington de jeito nenhum. Pivetta registra rejeição de 16,3%, uma diferença de 9,4 pontos percentuais em relação ao senador.
Natasha tem rejeição de 19,3%.
O índice pode ganhar importância à medida que a campanha avance e a disputa se concentre nos candidatos mais competitivos, principalmente diante da possibilidade de segundo turno apontada pelos números atuais.
O levantamento consolida, assim, uma mudança no cenário eleitoral mato-grossense. Wellington, que terminou 2025 com vantagem de dois dígitos sobre Pivetta, perdeu a dianteira numérica tanto no primeiro quanto no segundo turno. O governador, por sua vez, chega ao fim de agosto em crescimento e com rejeição inferior à do principal adversário.
A pesquisa, porém, também mostra que a corrida permanece aberta, especialmente pelo elevado número de eleitores ainda sem candidato definido na consulta espontânea.
PESQUISA
O Paraná Pesquisas ouviu 1.504 eleitores entre os dias 21 e 23 de agosto de 2026. O levantamento tem nível de confiança de 95% e margem de erro estimada em 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número MT-02157/2026.





