Início NACIONAL Bolsonaristas vão ficar sem senador no Rio?

Bolsonaristas vão ficar sem senador no Rio?


Levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, divulgado nesta terça-feira, 25, aponta que o PL de Jair e Flávio Bolsonaro pode não eleger nenhum senador no estado do Rio de Janeiro em outubro.

Os deputados Benedita da Silva (PT) e Marcelo Crivella (Republicanos) lideram a corrida eleitoral ao Senado, com 29,6% e 21% das intenções de voto, respectivamente.

Pedro Paulo (PSD) está em terceiro lugar, com 16,4%, seguido pelos bolsonaristas Carlos Jordy (PL), 11,9%, e Carlos Portinho (PL), 10,6%.

Waguinho (Republicanos) tem 9,2%; Monica Benício (PSOL), 5,9%; André Monteiro (Democrata), 5,3%; Marcos Dias (Podemos), 3,9%; Paula Falcão (PSTU), 2,9%; Michelly Xavier (UP), 2,6%; Helio Secco (Missão), 1,9%; Luciano Mattos (PRTB), 1,9%; Luiz Eugênio (PCO), 1,4%; Vinicius Benevides (UP), 1%; e Ó Clemente (Democrata), 0,2%.

Indecisos são 9,2%. Brancos e nulos são 13,2%.

A pesquisa

O Instituto Paraná Pesquisas ouviu 1.600 eleitores em 58 municípios do Rio de Janeiro entre 22 e 24 de agosto.

A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, com grau de confiança de 95%.

O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número RJ-02422/2026.

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O Rio sem bolsonarismo

O bolsonarismo está perdendo forças em seu principal berço político.

Douglas Ruas, o nome apoiado pelo PL para disputar o governo do estado, ainda não conseguiu decolar nas pesquisas.

Na pesquisa desta terça, 25, ele tem 18,6% das intenções de voto no cenário em que Anthony Garotinho não é candidato.

Quando o ex-governador é colocado na simulação, Ruas cai para 15,5%.

O desempenho o coloca a uma distância significativa do ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (PSD), que lidera a disputa com o apoio do presidente Lula (PT).

“No âmbito nacional, ocorreram vários fatores que minaram Flávio. O Douglas Ruas também não é conhecido. É diferente do Eduardo Paes, que teve tempo para reconstruir seu recall político. O Douglas praticamente teve de se construir do zero”, disse Guilherme Dall’orto, doutor em Ciência Política pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro, a Crusoé.

“O perfil do eleitor fluminense não mudou tanto, mas hoje não existe uma figura consolidada da direita capaz de concentrar esse eleitorado. Além disso, apesar de Eduardo Paes ser identificado com a centro-esquerda, ele não é visto como um político de esquerda radical, o que reduz a rejeição de parte do eleitorado conservador”, acrescentou.

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