A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) repercutiu nesta sexta-feira, 28, um vídeo publicado no Instagram o pela a Controladoria-Geral da União (CGU), em colaboração com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em que uma pessoa aparece diante de uma urna eletrônica e, de forma sutil, registra o número 13 no equipamento
O número é utilizado pelo PT, partido do presidente Lula, candidato à reeleição à Presidência da República em 2026.
“Pera aí. Fui só eu ou você também viu esse vídeo publicado nas páginas da CGU ensinar a votar 13? Olha isso”, escreveu a parlamentar.
O vídeo
O vídeo trata da inspeção dos códigos-fonte dos sistemas eleitorais realizada pela CGU.
No conteúdo, a instituição explica o que são os códigos-fonte e qual é a função da fiscalização sobre os sistemas utilizados nas diferentes etapas das eleições, como a preparação das urnas, a transmissão e a totalização dos resultados.
A CGU realizou a inspeção nos dias 20 e 21 de agosto, na sede do TSE, em Brasília. A análise dos códigos integra os mecanismos de fiscalização disponíveis às instituições habilitadas a acompanhar o processo eleitoral.
Segundo o TSE, a abertura dos códigos-fonte para inspeção ocorre desde 2002. Em 2021, o período de fiscalização foi ampliado de seis meses para um ano antes das eleições.
No trecho apontado, uma pessoa aparece diante da urna eletrônica durante a explicação sobre a segurança dos sistemas eleitorais. Aos 1min03s, é possível observar o acionamento das teclas que formam o número 13.
A gravação, isoladamente, não permite determinar a intenção da pessoa que aparece no vídeo nem afirmar que o gesto tenha relação com propaganda eleitoral ou manifestação política.
O episódio, contudo, chamou a atenção por ocorrer em uma publicação institucional da CGU em colaboração com o TSE, justamente um conteúdo destinado a explicar os mecanismos de fiscalização e segurança do processo eleitoral.
Collab removida
O Antagonista acionou a assessoria de imprensa do TSE para questionar o trecho da gravação, esclarecer o contexto da cena e saber se o tribunal tinha conhecimento do gesto.
Momentos após a reportagem entrar em contato com o TSE, a publicação colaborativa com a CGU deixou de estar disponível no perfil do tribunal.
A CGU e o TSE foram procurados pela reportagem para explicar o episódio e a remoção da publicação. Até o fechamento desta matéria, as duas instituições não haviam respondido aos questionamentos de O Antagonista.
O espaço segue aberto para futuras manifestações da CGU e do TSE.





