O Nepal recuou e decidiu aceitar ajuda internacional para reforçar as operações de busca e resgate após as enchentes provocadas pelo colapso de uma geleira na fronteira com a China.
Balanço divulgado neste sábado elevou para 675 mortos no país.
Na sexta-feira, 28, o governo havia dito que não precisava de equipes estrangeiras para os resgates.
Horas depois, porém, passou a pedir assistência técnica especializada, principalmente para retirar pessoas presas em túneis, identificar corpos e realizar exames de DNA.
As operações foram retomadas neste sábado, 29, após terem sido interrompidas temporariamente pela chuva e pelo nevoeiro.
Equipes da Índia já participam das buscas, enquanto um grupo enviado pela China é aguardado.
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Milhares de desaparecidos
Cerca de 3 mil pessoas ainda estão desaparecidas entre Nepal e China.
Do lado nepalês, são 2.426 desaparecidos, enquanto no Tibete há mais de 500 registros. Entre eles estão moradores, trabalhadores de usinas hidrelétricas, turistas e peregrinos.
O desastre ocorreu na quarta-feira, 26, quando o colapso de uma geleira lançou uma enorme quantidade de gelo, rochas, lama e detritos sobre os rios da região. Vilarejos, pontes, estradas e usinas hidrelétricas foram destruídos.
A situação também dificulta a identificação das vítimas.
Com corpos já em decomposição e necrotérios lotados, as autoridades passaram a coletar amostras de DNA antes de sepultar aqueles que não podem ser reconhecidos visualmente.
Além do reforço nas operações de resgate, o Nepal estima que precisará de US$ 4 bilhões a US$ 5 bilhões para reconstruir as áreas destruídas.
O governo também pediu apoio internacional para trabalhos forenses e para tentar retirar centenas de trabalhadores que podem estar presos em túneis inundados de usinas hidrelétricas.





