Os Correios registraram prejuízo de R$ 2,37 bilhões no segundo trimestre de 2026, segundo balanço divulgado pela estatal neste sábado, 29.
Com o resultado, a empresa acumula rombo de R$ 5,55 bilhões nos primeiros seis meses do ano, alta de 30,4% em relação ao mesmo período de 2025.
Apesar do resultado negativo, o prejuízo trimestral caiu 5,5% na comparação anual e 24,4% em relação aos R$ 3,16 bilhões registrados nos três primeiros meses de 2026.
Crise financeira
Os Correios afirmam que a queda das receitas dos serviços postais tradicionais, o aumento dos custos operacionais e despesas com passivos judiciais continuam pressionando as contas.
“A administração reconhece que a melhora operacional observada no primeiro semestre de 2026 ainda não se refletiu integralmente na geração recorrente de caixa nem na recomposição dos indicadores econômico-financeiros e patrimoniais da empresa”, dizem os Correios.
A companhia fechou 2025 com prejuízo recorde de R$ 8,5 bilhões e acumula resultados negativos desde 2022.
Em dezembro do ano passado, obteve um empréstimo de R$ 12 bilhões com Banco do Brasil, Caixa, Bradesco, Itaú e Santander, com garantia da União.
Reestruturação
Os Correios calculam que precisam de R$ 20 bilhões para recuperar o equilíbrio financeiro.
A empresa negocia atualmente um novo empréstimo de R$ 7 bilhões e deverá receber um aporte de R$ 6 bilhões da União em 2027.
O plano de reestruturação inclui medidas como programas de demissão voluntária, redução de custos e renegociação de dívidas. A empresa pretende usar parte dos novos recursos para reduzir o endividamento e aliviar a pressão sobre o caixa nos próximos anos.
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