O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) negou neste domingo, 30, irregularidades no registro de sua candidatura e afirmou que não vai recuar após o ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), retirar de pauta o processo que analisa a situação da chapa.
“Não vamos abaixar a cabeça para essa notícia. Estão falando de um caso que está dando problema para um monte de gente, que são os registros das redes sociais. É um problema interno do TSE. A gente registrou, sim, as redes sociais”, disse Renan Santos em vídeo publicado nas redes sociais.
Em seguida, ele acrescentou:
“Estão querendo enquadrar minha campanha, dizendo que estaria abusando do poder econômico. Isso é bizarro. Minha campanha é a mais barata, dependo de vaquinha e doações privadas, não tenho tempo de TV nem fundo partidário. Não acredito que a Justiça será tão injusta num caso desse. Quando falei que o jogo era pesado, é porque era pesado.”
Mais cedo, como mostramos, o candidato havia ironizado a decisão de Toffoli: “Parece que nossa campanha está indo bem”.
“Indícios de ilicitudes”
Toffoli apontou “indícios de ilicitudes” no registro da candidatura e adiou o julgamento, que estava previsto para começar nesta segunda-feira, 31, no plenário virtual do TSE.
A questão analisada pelo ministro envolve a inclusão de perfis usados pela campanha. No registro apresentado em 7 de agosto, segundo a decisão, Renan informou uma conta no X e um site.
Em 19 de agosto, a chapa pediu a inclusão de outros 18 perfis, entre contas no Instagram, TikTok, YouTube e Facebook. Segundo Toffoli, as regras eleitorais determinam que os candidatos informem os perfis usados na campanha no momento do registro.
Pelas regras do TSE, perfis já existentes que não tenham sido informados inicialmente só podem ser utilizados em campanha 48 horas após serem registrados na Justiça Eleitoral.
Defesa da candidatura
A equipe jurídica de Renan protocolou neste domingo uma petição para que o registro seja julgado pelo plenário.
Os advogados afirmam que o processo de registro de candidatura não seria o instrumento adequado para analisar eventuais irregularidades de propaganda eleitoral.
Renan também afirmou que o problema das redes sociais seria uma questão interna do sistema do TSE e disse que a situação já teria sido resolvida.
Segundo as regras do TSE, as plataformas devem retirar dos algoritmos de recomendação os perfis informados oficialmente pelos candidatos. Na prática, isso impede que publicações dessas contas sejam recomendadas a usuários que não as seguem.





