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Pivetta afirmou que respeita as instituições, mas destacou que cabe ao Senado Federal decidir pela retirada de ministros da Corte
O governador e candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos) elevou o tom contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que a maioria dos ministros da Corte teria “rabo preso” e não atuaria com liberdade.
A declaração foi dada, em meio à crise envolvendo o Banco Master e ao embate entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça.
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Questionado sobre sua confiança no STF, diante das recentes controvérsias, Pivetta afirmou que respeita as instituições, mas destacou que cabe ao Senado Federal decidir pela retirada de ministros da Corte.
“Eu acredito nas instituições. O STF é um dos tripés da democracia. Lá dentro do STF, hájuízes que podem ser retirados de lá. Isso só depende do Senado Federal, de mais ninguém. De 81 homens e mulheres que estão lá colocados pelo povo. Se eles quiserem tirar todos, os 11 juízes que tem lá, eles tiram”, declarou.
Na sequência, o governador questionou a falta de iniciativa dos senadores para tomar medidas contra integrantes do Supremo, e atribuiu a situação à suposta falta de independência dos parlamentares.
“Não mexe com ninguém por quê? Porque a maioria deles tem rabo preso. Não têm liberdade. O povo dá o voto, dá o mandato, e as pessoas, sem liberdade, vão lá e não fazem o que tem que fazer. É por isso que nós pagamos esse preço dolorido”, afirmou.
As críticas ocorrem enquanto o STF enfrenta um momento de forte desgaste provocado pelos desdobramentos da investigação envolvendo o Banco Master e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Mensagens e outros elementos relacionados à proximidade de Vorcaro com integrantes da Corte vieram a público, nos últimos dias.
O caso também provocou um confronto dentro do próprio Supremo.
Alexandre de Moraes pediu a abertura de investigação envolvendo André Mendonça, enquanto Mendonça passou a questionar a condução de Moraes em questões relacionadas ao caso.
Diante do impasse, o presidente do STF, Edson Fachin, determinou que os dois ministros prestassem esclarecimentos.
Mendonça ainda retirou o sigilo de uma ação ligada à investigação sobre Vorcaro e às mensagens envolvendo Moraes.
No domingo (6), o ministro também liberou para análise do plenário do Supremo questões relacionadas ao caso.





