O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues (foto), se manifestou nesta sexta-feira, 11, sobre a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça que o afastou do cargo. A ordem, contudo, foi revertida por decisão do presidente do STF, Edson Fachin.
Em manifestação enviada ao STF, Andrei rebateu a acusação de Mendonça de que o magistrado era alvo de monitoramento ilegal. O diretor da PF também defendeu a legalidade dos relatórios apócrifos usados pelo ministro Alexandre de Moraes para solicitar a abertura de investigação contra Mendonça.
Segundo Andrei, os relatórios apresentavam análises de cenários produzidas no âmbito regular da atividade de inteligência e não resultaram de vigilância, coleta clandestina de informações ou medidas invasivas.
No documento, Andrei argumenta que não se pode confundir tal tipo de registro com um monitoramento, “que pressupõe acompanhamento de forma dirigida e contínua”.
“Não houve qualquer ingerência na esfera de privacidade ou na atuação funcional das autoridades mencionadas”, diz trecho.
Andrei também rebateu que os relatórios de inteligência são “apócrifos“. O diretor da PF diz que os documentos têm “autoria institucional”.
Fachin manda retirar sigilo
Na noite de quinta, 10, Fachin solicitou ao ministro André Mendonça a retirada do sigilo das investigações do caso Master que tramitam na Corte.
De acordo com o ofício, fica em sigilo apenas as diligências que são “imprescindíveis”.
“Tendo em vista a inclusão da Pet 16.662 em calendário de julgamento na sessão extraordinária de 15 de setembro de 2026 e considerando que a Pet 16.662 foi formada a partir da Pet 15.556, solicita-se ao eminente ministro André Mendonça (relator da Pet 15.556), a remessa, em HD próprio, a esta Presidência e aos gabinetes dos eminentes ministros, de todos os procedimentos contidos ou relacionados à Pet 15.556, bem como o levantamento do sigilo da Pet 15.556 (e dos procedimentos nela contidos ou a ela relacionados), ressalvado apenas o que diga respeito a diligências cujo sigilo seja imprescindível à realização da medida“, diz Fachin.
A decisão foi tomada por oficio, ou seja, sem atender a nenhum pedido. O PT, contudo, havia solicitado a retirada de todos os sigilos.
Na quarta, 9, Fachin agendou para 15 de setembro uma sessão plenária para discutir o relatório da Polícia Federal (PF) que apontou uma suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro.
Na sessão, os ministros vão discutir a validade do documento da PF feito a pedido do ministro André Mendonça. O documento sofreu críticas de alguns ministros da Corte.





