Em uma mensagem, Vorcaro instruiu o cunhado, Fabiano Zettel, a tratar bem Paulo Sérgio, já que ele seria um “anjo” em sua vida.
Belline e ele mantinham um grupo com Daniel Vorcaro, chamado “Master”, em que trocavam estratégias para tentar salvar o banco da liquidação, dias antes da primeira prisão de Vorcaro.
Para se justificar pela demora na denúncia, Paulo Sérgio tenta imputar a responsabilidade ao diretor de fiscalização, Ailton de Aquino, dizendo, como mostrou o Valor Econômico, que ele o teria instruído a “jogar parado” em relação à fiscalização.
Aquino, por outro lado, relatou à PF que Paulo Sérgio insistia que, se houvesse uma fusão do Master com o BRB, o problema nas carteiras desapareceria, e por isso demorava a concluir a análise.
“Surgem inevitavelmente as seguintes perguntas: por que o servidor Paulo Sérgio e o servidor Belline Santana foram tão resistentes em avançar no trabalho de campo sobre as carteiras de crédito, e por que Paulo Sérgio acreditava que as irregularidades identificadas seriam mera operação que seria eliminada numa eventual fusão do Master com o BRB”, diz Aquino.
Esteves, Galípolo e Campos Neto convocados
Após o depoimento de Paulo Sérgio, a PF convocou o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, o presidente do BC Gabriel Galípolo, e seu antecessor, Roberto Campos Neto, para depor como testemunhas.




