Daniella Marques, coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, disse que a política econômica de Javier Milei, presidente da Argentina, é um exemplo a ser seguido pelo Brasil.
“Flávio fez uma orientação para a equipe, para a gente trabalhar na revogação e voltar atrás em todos os impostos criados ou elevados pelo Haddad. Já temos mais de mil normas mapeadas para revogar, usando um pouco de inspiração no que foi feito no governo Milei na Argentina”, afirmou a ex-presidente da Caixa Econômica Federal no governo Jair Bolsonaro, nesta segunda-feira (14), durante evento do grupo Esfera.
“Milei é um ótimo exemplo em termos de voltar a ter capacidade de investimento e redução de burocracia e impostos”, completou a assessora de Flávio.
O atual presidente da Argentina tomou posse em dezembro de 2023 e conduziu uma série de reformas liberais para desregulamentar a economia, reduzir o gasto público, abrir a Argentina à concorrência global, incentivar o crescimento da economia e controlar a inflação.
A alta de preços desacelerou e a taxa de pobreza caiu de 42% em 2023 para 32%, mas a economia também estagnou e o desemprego aumentou. Além disso, a indústria local sofre com a concorrência internacional.
Daniella voltou a defender um ajuste fiscal para que se permita a redução dos juros no Brasil. Segundo ela, Flávio pretende enxugar a máquina pública e reduzir privilégios tributários, sem cortes nos programas sociais.
“Os técnicos vão levar um cardápio para que haja discussão com o Congresso. O Congresso é soberano nessa decisão”, disse.
Entre as medidas defendidas pela campanha de Flávio estão voltar a taxa do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) ao patamar de 2022 e acabar com o imposto de exportação de petróleo.
Sobre a crise no STF (Supremo Tribunal Federal) após revelações do caso Master, Daniella defendeu a retirada de sigilo de todos os inquéritos.
“O brasileiro merece ter transparência. Deveria abrir o INSS, deveria abrir todos os inquéritos para que haja transparência. E eu, como agente econômico, só acho que precisa de restabelecer a paz institucional, pois não há liberdade econômica ou capacidade de investimento no Brasil se não houver paz.”





