Alexandre de Moraes também prometeu indicar testemunhas e advogados para comprovar que Mendonça teria atuado para direcionar as investigações contra ele.
Mendonça, por outro lado, negou as acusações, disse que cumpriu estritamente os precedentes do Supremo ao relatar o caso Master e fez críticas à Polícia Federal após a elaboração de um relatório de inteligência que contestava a sua atuação. Segundo o ministro, houve a “coleta seletiva de dados de ministro deste tribunal, de outras autoridades da República, numa atividade própria de uma PF paralela”. “O que há, na verdade, é um documento ilegal”, afirmou.
Durante a sessão, o ministro Gilmar Mendes chegou a discutir com Mendonça, afirmando que ele “agia com desfaçatez”. Mendes apresentou uma questão de ordem pedindo para que os casos Moraes e Mendonça fossem julgados numa sessão conjunta.
O julgamento foi interrompido com 4 votos a 3 para manter separada a análise das ações. Durante a sessão, o ministro Gilmar Mendes chegou a discutir com Mendonça, afirmando que ele “agia com desfaçatez“. Em momentos como esse, de discussões mais acaloradas entre os ministros, a transmissão da TV Justiça optou por manter a imagem fechada no presidente da corte, Edson Fachin, e não mostrou os ministros exaltados.
Nos bastidores, a artilharia dos aliados de Moraes já era esperada. Aliados do ministro vinham afirmando, como mostrou o UOL, que ele não iria recuar diante da crise e que esperavam um “efeito dominó” capaz de arrastar outros integrantes para o caso Master.






