A primeira-dama, Janja da Silva, pediu nesta quarta-feira, 16, para que os eleitores não votem em “ninguém” com o sobrenome Bolsonaro.
Durante ato em Ceilândia, em Brasília, cidade natal de Michelle Bolsonaro (PL), Janja mencionou uma “Bolsonara”, em referência à ex-primeira-dama e candidata ao Senado pelo Distrito Federal.
“Eles não querem o fim da escala 6×1. Nós, repitam comigo Ceilândia, nós não vamos retroceder. Não vamos. E quando eu falo retroceder, não é só sobre colocar o filho do Bolsonaro [Flávio] na Presidência. É sobre combater o bolsonarismo como um todo, sobre não votar em ninguém que leve o seu sobrenome, nem em suas ideias conservadoras”, disse.
“Inclusive, tem uma ‘Bolsonara’ aqui de Ceilândia que vocês conhecem bem. Digam não aos Bolsonaros e não ao bolsonarismo. Vamos continuar construindo um país mais justo, inclusive e com mais oportunidades para todas e todos.”
Liderando no DF
Michelle lidera a disputa pelas duas vagas ao Senado pelo Distrito Federal nas eleições de 2026, segundo pesquisa Quaest divulgada em 8 de setembro.
Ela aparece com 26% das intenções de voto, oscilando positivamente dentro da margem de erro em relação ao levantamento anterior, quando tinha 25%.
Na sequência, estão Leila do Vôlei (PDT), com 17%, e Erika Kokay (PT), com 13%. Bia Kicis (PL) aparece com 11% e é a quarta colocada. Sebastião Coelho (Novo) tem 2%, enquanto Professor Guilherme Amorim (UP) e Ronaldo Fonseca (PSD) registram 1% cada. Os demais candidatos aparecem com 0%.
A pesquisa considera a soma das intenções para as duas vagas em disputa. Em 2026, cada eleitor do Distrito Federal terá de escolher dois candidatos diferentes ao Senado. A regra não permite que o mesmo nome seja votado duas vezes.
A distância entre os candidatos fica mais evidente quando a Quaest separa a preferência pela primeira e pela segunda vaga. Na primeira escolha, Michelle Bolsonaro (PL) chega a 39%, dez pontos a mais do que no levantamento anterior. Erika Kokay (PT) aparece com 18%, seguida por Leila do Vôlei (PDT), com 15%. Bia Kicis (PL) tem 5%.
Na disputa pela segunda cadeira, o cenário é diferente. Leila do Vôlei (PDT) lidera com 19%, seguida por Bia Kicis (PL), com 17%. Michelle Bolsonaro (PL) aparece com 13%, enquanto Erika Kokay (PT) tem 8%. Sebastião Coelho (Novo) e Professor Guilherme Amorim (UP) registram 2% cada.
O levantamento também mostra redução da parcela de eleitores que ainda não sabem em quem votar. Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados, 63% não conseguiram citar um nome. Na rodada anterior, esse índice era de 73%.
Na pesquisa estimulada, 16% continuam indecisos, contra 18% no levantamento anterior. Outros 13% afirmam que pretendem votar em branco ou nulo ou não comparecer às urnas.
Apesar da redução da indecisão, 37% dos entrevistados afirmam que ainda podem mudar de voto até a eleição. Outros 63% dizem considerar definitiva a escolha atual.
A Quaest ouviu 1.104 pessoas com 16 anos ou mais entre 4 e 7 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números BR-04442/2026 e DF-01987/2026.





