Trump também chegou a declarar o bloco como “morto”, sugerindo que foram suas ameaças que congelaram as ações do grupo. Num dos episódios que ainda viralizou na Europa, o americano deu indicações de que a Espanha faria parte do Brics, o que jamais foi o caso.
Desta vez, o ataque não especifica quais seriam as políticas do bloco que poderiam ser consideradas contrárias aos interesses americanos. Na declaração final do Brics, na cúpula do Rio de Janeiro, há um apoio ao Irã, uma defesa aos palestinos em Gaza, denúncias contra as tarifas americanas e propostas de regulação das Big Techs, entre tantos pontos de divergência com a Casa Branca.
A declaração de Trump ocorre num momento em que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda esperava uma negociação para buscar um acordo comercial antes do prazo final dado pelo presidente americano, que expira em 9 de julho. O UOL apurou que, na última sexta-feira (4), delegações dos dois países se reuniram por videoconferência para tentar um entendimento. Fontes no Itamaraty afirmam que as conversas continuam.
Na noite de hoje, o presidente americano foi às redes sociais anunciar que os acordos serão anunciados amanhã.
“Tenho o prazer de anunciar que as Cartas Tarifárias e/ou Acordos dos ESTADOS UNIDOS com vários países do mundo serão entregues a partir das 12:00 P.M. (Leste), segunda-feira, 7 de julho”, escreveu.
A Casa Branca está focando seus esforços diplomáticos em 18 parceiros que, juntos, representam mais de 90% do comércio internacional dos EUA. Entre eles, estariam países como Índia, Tailândia, Japão e a União Europeia. Não há, neste momento, nenhuma confirmação de que o Brasil esteja na lista dos acordos que podem ser fechados.





