O projeto ganhou prioridade após os EUA anunciarem tarifas sobre produtos brasileiros. Na época, Trump havia imposto sobretaxa de 10% sobre todas as exportações do Brasil e de 25% sobre aço e alumínio, setores nos quais o Brasil é o terceiro maior exportador para o mercado americano. Bancadas como a ruralista pressionaram pela aprovação rápida para proteger as exportações brasileiras.
Ministros defenderam cautela e negociação antes de aplicar a lei. Na época da sanção, Fernando Haddad classificou a aprovação como “posição sóbria” do governo, afirmando que era necessária para o Brasil não ser tratado como “parceiro de segunda classe”. Já o vice-presidente Geraldo Alckmin defendeu a negociação como prioridade antes de qualquer retaliação. A lei também prevê consultas públicas antes da aplicação de medidas.
Reposta aos EUA
Anúncio dos EUA elevou a tensão entre os dois países. Na quarta-feira (9), o presidente Donald Trump comunicou tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros a partir de 1º de agosto. A decisão foi formalizada em uma carta endereçada diretamente a Lula, na qual Trump acusou o Brasil de perseguir Jair Bolsonaro e afirmou que há “ordens secretas e ilegais” emitidas contra plataformas de mídia nos EUA, em violação à liberdade de expressão de americanos, citando diretamente o STF.
Lula reagiu afirmando que o Brasil não aceitará tutelas externas. Em nota, disse que o país é soberano, com instituições independentes, e que as estatísticas dos EUA mostram superávit de US$ 410 bilhões no comércio bilateral nos últimos 15 anos. O presidente também reafirmou que processos contra envolvidos em tentativa de golpe são competência exclusiva da Justiça brasileira.
O governo convocou reunião de emergência. Estiveram presentes Geraldo Alckmin e ministros como Fernando Haddad, Mauro Vieira, Gleisi Hoffmann, Sidônio Palmeira, Rui Costa e Jorge Messias.





