A PF (Polícia Federal) já tem pronto um plano que permite a retirada imediata de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) caso a segurança deles seja ameaçada em algum momento do julgamento de Jair Bolsonaro.
Ele pode ser acionado em poucos segundos, e prevê a saída dos magistrados do prédio do STF em segurança por uma rota de escape, e acompanhados por agentes que os levem a um local seguro.
O plano pode ser colocado em andamento no caso de invasão do STF por manifestantes, ou de suspeita da instalação de algum artefato explosivo nas proximidades, por exemplo. Ele é adotado em situações de maior risco por causa de julgamentos que causam maior comoção.
Apesar de trabalhar em alerta máximo, a cúpula da PF acredita que o julgamento vai transcorrer sem maiores problemas na área de segurança.
Monitoramento do órgão e da Secretaria de Segurança do DF mostraram que não há previsão de chegada de ônibus de outras partes do Brasil, como ocorreu, por exemplo, no fim de 2022, após a derrota de Bolsonaro para Lula.
Não são esperadas, portanto, grandes concentrações na Esplanada dos Ministérios, que está fortemente policiada.
Como mostrou a Folha, o plano de segurança para o julgamento da trama golpista no STF (Supremo Tribunal Federal) prevê um minucioso monitoramento da praça dos Três Poderes, na região central de Brasília. Pessoas que circularem em grupo pela área poderão ser abordadas, e mochilas ou bolsas com volume considerado suspeito estarão sujeitas a revista.
O esquema de segurança prevê a realização de varreduras nas casas dos ministros, a restrição do acesso à praça dos Três Poderes e o reforço do policiamento no tribunal, com agentes dormindo na sede da corte.
Na manhã desta terça (2), a polícia usou cães para fazer uma varredura na Corte antes do início do julgamento.
O Supremo requisitou cerca de 30 policiais de tribunais espalhados pelo Brasil e prevê utilizar todo o seu efetivo da Polícia Judicial no esquema especial de segurança para o julgamento do ex-presidente e de outros sete réus no processo da trama golpista.
Em julho, o STF proibiu acampamentos e qualquer forma de obstrução na praça. Por conta disso, mochilas com volumes grandes poderão ser revistadas se houver suspeita de descumprimento da
decisão.
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