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Abilio diz que Cuiabá é ‘muito carente de apoio’ e volta questionar decisão isolada: ‘somos próximos, não é uma relação Emanuel x Mauro’



O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), voltou a reclamar da falta de diálogo do governo em relação às definições sobre a Santa Casa de Misericórdia e afirmou que o município é “muito carente de apoio colaborativo”. Apesar de reconhecer a importância da iniciativa estadual, ele defendeu que as decisões sobre a saúde da Capital sejam construídas em conjunto.

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“Olha, o município de Cuiabá é carente de apoio. É muito carente de apoio. Mas ele é carente de apoio colaborativo. E de duas partes, duas mãos. Aquele que ajuda e aquele que também recebe ajuda”, disse.

O prefeito destacou que a Prefeitura já destina mais de R$ 500 milhões de recursos próprios para a saúde.

“Hoje, nós colaboramos com o nosso orçamento próprio, praticamente R$ 500 milhões dentro da própria receita, pouco mais de R$ 500 milhões dentro da própria receita da saúde de Cuiabá”, afirmou.

Segundo ele, o orçamento total da saúde municipal gira em torno de R$ 1,5 bilhão.

 “Nós gastamos R$ 1,5 bilhão no orçamento da saúde, praticamente. Então, assim, toda ajuda é bem-vinda. O Estado usar a Santa Casa para implementar aquele serviço que foi oferecido é muito importante. Ajuda. E ele mesmo custear esses serviços é muito importante. Ajuda, sim”, relatou.

Abilio ponderou que não faz críticas à intenção do governador Mauro Mendes (União), mas reforçou que a capital precisa ampliar leitos e enfrentar o problema dos pacientes de longa permanência nas UTIs.

“Não estou reclamando. Eu acho que o Mauro está numa ideia perfeita de poder ajudar o município de Cuiabá implementando um novo serviço. Contudo, é aquilo que eu falo. A gente precisa ampliar os leitos para ajudar, por exemplo, a quantidade de idosos que estão internados dentro das nossas UTIs”, afirmou.

Ele detalhou o impacto financeiro desses casos para o município.

 “Dentro da nossa UTI, nós temos muitos pacientes de longa permanência. E a gente paga R$ 1.800 por dia naquele paciente de longa permanência. Se um paciente passa cinco meses, três meses, quatro meses dentro da internação, é R$ 1.800 por dia dentro daquele paciente por três, quatro meses”, contou.

Como alternativa, o prefeito citou a possibilidade de utilização da própria Santa Casa para receber esses pacientes a um custo menor ou a ampliação do serviço de home care, desde que haja definição clara das responsabilidades.

“Se a gente tivesse, por exemplo, na Santa Casa, um lugar para receber esse paciente e esse paciente pudesse ficar internado lá num custo menor, seria mais positivo para a gente. A proposta do home care pode até atender a essa demanda. Só que, entenda, isso tem que estar bem definido. E a falta desse diálogo para construir essa definição, isso faltou. Então, assim, eu não fiquei muito… fui muito surpreendido, para dizer a verdade”, disse.

Abilio afirmou que já buscou interlocução com integrantes do governo para tentar alinhar as ações.  Ao ser questionado sobre a reunião realizada nesta semana, o prefeito disse ter reforçado o papel de parceria do município com o Estado.

Ele ainda destacou que há proximidade política entre os envolvidos, o que, segundo ele, deveria facilitar o entendimento.

“A Daniela Carmona é uma pessoa conhecida deles, próxima deles. E nós também. Eu também sou uma pessoa próxima deles. Então, nós não somos pessoas que estão… Não é mais a mesma situação que tinha antes de Emanuel [Pinheiro, ex-prefeito] e Mauro Mendes”, disse.

“São duas pessoas querendo o bem da nossa cidade, são duas pessoas querendo trabalhar junto e são duas pessoas querendo ter um propósito em comum. Então, assim, é importante que essas pessoas, quando tiver planejamento sobre a saúde de Cuiabá, elas conversem junto e apresentem soluções em conjunto. Nada contra trazer excelentes propostas para a saúde de Cuiabá. Só acho que também tem que ouvir a gestão de Cuiabá para ver quais são as necessidades que a gente precisa serem implementadas”, completou.



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