Horas depois do anúncio de que os investidores do Banco Master começariam a receber o dinheiro do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) tentativas de golpe começaram a aparecer no mercado. Aplicativos com nome similar ao do FGC e outros com promessas de facilidades para resolver o problema surgiram nas plataformas. Os formatos de consultorias e de resolução rápida do pagamento, no entanto, são falsos.
Eles chegam para os usuários por meio de um link. Quem clica e faz o passo a passo pedido tem o celular invadido e os dados roubados. Neste momento delicado, onde mais de um milhão de pessoas aguarda o ressarcimento dos Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) é preciso ficar atento.
A confiabilidade está nos sites oficiais. O FGC, por exemplo, tem um aplicativo próprio. Nele, não existem consultores com promessas de vantagens ou acompanhamentos. As Fintechs, empresas que usam tecnologia para oferecer serviços financeiros, como bancos digitais e de investimentos onde o usuário comprou os CDBs também fazem os alertas da disponibilidades do pagamento. Fora esses serviços, não existe garantia de idoneidade.
O FGC deu start nos pagamentos dois meses após o Banco Central decretar a liquidação do Master, devido a uma grave crise de liquidez e por violações às normas que regem a atividade das instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional (SFN). O início do pagamento demorou mais que o esperado devido ao tamanho do caso.
Orientações para recebimento
- A orientação é que os investidores acessem o aplicativo do FGC para iniciar as etapas necessárias. Não há receita milagrosa, nem promessa de vantagens. O investidor receberá a garantia pelo investimento que fez, sendo que este não pode ser acima de R$ 250 mil;
- Os pagamentos são realizados pelo FGC assim que os credores completarem o pedido pelo aplicativo oficial.
- As pessoas físicas podem fazer a solicitação pelo aplicativo, e os credores pessoas jurídicas, pelo Portal Investidor.
- Investidores do Banco Master relataram dificuldade para concluir o pedido de pagamento no app do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), neste sábado (17/1). No entanto, durante a noite e início deste domingo, as transações começaram a normalizar.
Atraso no pagamento
O início dos repasses acontece dois meses após a intervenção e demorou mais que o esperado devido à complexidade e à dimensão do caso.
Inicialmente, a estimativa era de que o FGC pagasse R$ 40 bilhões para 1,6 milhão de investidores, mas o número de credores foi revisto e atualizado para 800 mil. Serão contemplados investidores que aportaram até R$ 250 mil.
Cada um receberá o saldo remanescente na conta, ou seja, o valor aportado mais os rendimentos até a data da liquidação do banco, que foi em 18 de novembro.
Em nota ao Metrópoles, a instituição informou que a plataforma registrou um “alto volume de acessos simultâneos”, o que gerou instabilidade e comprometeu a disponibilidade para os usuários.
Ainda de acordo com o FGC, as equipes técnicas seguem monitorando o sistema de forma contínua e atuando para melhorar a performance da plataforma.





