Início GERAL Caiado mira Mauro Mendes e Jayme Campos por apoio em MT

Caiado mira Mauro Mendes e Jayme Campos por apoio em MT


Secom-MT/Agência Senado

Os governadores Ronaldo Caiado e Mauro Mendes e o senador Jayme Campos: possibilidade de uma ampla aliança mirando o Palácio do Planalto

A decisão do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, de trocar o União Brasil pelo PSD para que se ampliem as chances em disputar a Presidência da República, tem reflexo direto nas eleições em Mato Grosso. Principalmente, na sucessão do governador Mauro Mendes, presidente União no Estado.

Caiado e Mauro estão em fim de mandato, pois foram eleitos em 2018 e reeleitos em 2022.

Leia também:

Família Campos ameaça deixar o União Brasil e mira PSDB e Podemos

Mesmo com Caiado no PSD, ministro Fávaro reafirma lealdade a Lula

O governador goiano é próximo do senador Jayme Campos (União), que, inclusive, foi convidado pelo presidente do PSD, Gilberto Kassab, para se filiar à sigla e disputar o Governo do Estado. Assim como Caiado, o político mato-grossense tem encontrado resistência dentro do seu próprio partido, dominado por Mauro Mendes e seu grupo político, para disputar a sucessão estadual.

A vantagem de Jayme está no fato de ele ser do União Brasil e o candidato dos sonhos de Mauro Mendes para sua sucessão é seu vice, Otaviano Pivetta (Republicanos). Ou seja, o atual chefe do Poder Executivo tenta uma estratégia para se perpetuar no comando do Governo de Mato Grosso.

De olho em seus próprios interesses, corre a boca miúda que, dando certo a estratégia do governador de seu vice lhe suceder em 2027, ao final dos quatro anos – em 2030 – Mauro Mendes tentaria novamente voltar a governar Mato Grosso. Pivetta estaria com dois mandatos como vice-governador e já assumiu por diversas vezes, o comandou Executivo, só poderia disputar essa reeleição.

Por outro lado, Ronaldo Caiado também é amigo de Mauro Mendes. Ambos são naturais de Anápolis, cidade de interior de Goiás, e se aproximaram muito por governarem no mesmo período e por serem políticos de centro-direita e rejeitarem a extrema-direta.

Ambos até atuarem em nome de Bolsonaro, que venceu fácil as disputas presidenciais de 2018 e de 2022 em Goiás e Mato Grosso e outras regiões ligadas ao agronegócio.

Caiado sabe que, para consolidar seu projeto de disputar a Presidência pelo PSD, contando com o apoio de Mauro e Jayme, entre outros líderes do próprio União Brasil, que refutam caminhar com o PT do presidente Lula, é importante e fundamental. Ele estaria preparado para começar a construir esses apoios, e a proximidade com os dois políticos mato-grossense facilita no início do processo eleitoral.

Em um cenário de disputa presidencial polarizada, como em 2022, apoios são fundamentais para se consolidar um processo eleitoral. E como o próprio Caiado declarou que, antes de migrar para o PSD, conversou com o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-J), é importante que haja várias candidaturas de direita para forçar um segundo turno.

Desde a instituição da disputa em dois turnos para os candidatos que não conseguissem atingir a 50%, determinados pela Constituição Federal de 1988, em todas as disputas presidenciais houve dois turnos, mesmo com candidatos favoritos.

Já a realidade de Mato Grosso é outra. No Estado, só houve eleição em dois turnos para presidente da República e para prefeito da Capita.

Em nenhuma disputa para o Governo, houve dois turnos, o que parece ser uma real probabilidade, em um cenário de disputa polarizada e rachada entre os grupos políticos que caminharam junto com o atual governador e seu vice, em 2018 e 2022.

Os outrora aliados como Jayme Campos, Carlos Fávaro (PSD), Janaina Riva (MDB) e Wellington Fagundes (PL), agora, têm projetos próprios. Portanto, fragmentaram o então grupo político liderado por Mauro Mendes, que é pré-candidato a uma das duas vagas para o Senado e vai encontrar dificuldades por falta de unidade e com a probabilidade de vários nomes disputarem essas vagas e o Governo de Mato Grosso.

Ainda para piorar a situação, existe a candidatura que não é solo, mas é mais unida, que a da direita e que, nos últimos dias passou, a ser diretamente assumida pela médica Natasha Slhessarenko (PSD).

Em declarações públicas, ela se posicionou como a “candidata do presidente Lula”, abrindo palanque para ele, que precisa melhorar seu desempenho, sobretudo, no Centro Oeste, onde os estados são de direita. E, em alguns casos, até de extrema-direta.

Ronaldo Caiado deverá vir a Mato Grosso para conversar com Jayme Campos, que ainda não saiu do radar do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, e comr Mauro Mendes, que pode se espelhar no vizinho governador de Goiás e deixar o União Brasil. Principalmente, se a disputa, que dá sinais de ser endurecida por causa dos seus principais caciques, descambar para duras e ácidas críticas, como nos últimos dias se presenciou na imprensao.

Há candidatos preferidos, mas, como estamos longe do processo eleitoral, a disputa tende a se tornar ferrenha e instável, justamente porque o próprio governador Mauro Mendes e seus aliados construiram a unidade que permitiu a ele ser eleito e reeleito.

E esses mesmos construtores do passado agora estão construindo outros projetos. E como o atual chefe do Poder Executivo preferiu, nos últimos oito ano,s se demonstrar inflexível a muitas questões, a conta pode chegar nas eleições de outubro próximo.

Como aconteceu nos idos dos anos 2000 ,quando o então ex-governador Dante de Oliveira, com mais de 70% de aprovação, deixou o Governo para disputar o Senado, tendo o então senador Antero Paes de Barros, ambos PSDB, como candidato ao Executivo, e foram derrotados pelo empresário e neófito em política, Blairo Maggi.

O ex-ministro da Agricultura se uniu aos três principais prefeitos de Mato Grosso a época – Roberto França, de Cuiabá; Jayme Campos, de Várzea Grande; e Percival Muniz, de Rondonópolis, e se sagrou vencedor, contrariando todos os prognósticos da época.

Lembrabdo que, na chapa de Maggi, foram eleitos senadores Jonas Pinheiro, que era do PFL, que virou DEM e hoje é União Brasil, e Serys Slhessarenko pelo PT.





FONTE

Google search engine