O cão Vivente, resgatado com vida de uma cova no último sábado (3), não resistiu às graves condições de saúde decorrentes de anos de maus-tratos e morreu na madrugada desta quinta-feira (8). O animal, de aproximadamente seis anos, sofreu duas paradas cardíacas enquanto estava internado em uma clínica veterinária, custeada pela Prefeitura de Cuiabá.
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A principal suspeita para a causa do óbito é infecção generalizada, resultado de um processo infeccioso crônico instalado muito antes do resgate.
“Quando o organismo chega a esse nível de comprometimento, a descompensação é rápida e devastadora: rins deixam de funcionar adequadamente, o coração perde força e o sistema imunológico já não consegue reagir. O corpo passa a travar uma guerra interna que, muitas vezes, não é possível vencer”. pontuou a secretária adjunta de Bem-Estar Animal, Morgana Thereza Ens.
Somado a isso, Morgana, que também é médica veterinária, explica que o estresse extremo e o trauma de ter sido enterrado vivo provocam um impacto profundo em um animal já debilitado, acelerando o colapso do organismo. “O maior ataque à vida do Vivente veio de um ser humano, mas, no fim, foi o próprio corpo, exausto de sofrer, que não conseguiu mais lutar”. disse ela.
O resgate
O resgate, realizado no sábado (3), mobilizou equipes da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e da Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Adjunta de Bem-Estar Animal. Vivente esteve internado em clínica veterinária 24h, em atendimento custeado pela administração municipal, onde chegou extremamente debilitado por conta dos maus-tratos e doente, conforme afirmou aos policiais a mulher suspeita por omissão de socorro, uma vez que sabia da situação junto ao tutor do animal, fato notório pelos ferimentos. Relatos indicam que o próprio tutor do animal o enterrou em região de mata.
O nome carinhoso de Vivente também era carregado de significado, por ter sobrevivido após suportar um montante de terra sobre si, além da miíase, bichinhos que o comiam ainda vivo na cova.





