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Caras antigas e conhecidas nas eleições de outubro


Urna eletrônica usada nas eleições

 

Janela partidária, mas podem chamá-la de válvula de escape para fugir da derrota. O artifício de legalidade eleitoral que o jeitinho brasileiro criou para facilitar a vida dos políticos, permaneceu aberto por 30 dias e seu fechamento aconteceu em duas fases, nos dias 3 e 4 deste mês. Vida para uns e morte para outros. Por ela saíram fortalecidos o Podemos, PSDB, Republicanos e o PSD, e morreram as bancadas do MDB na Câmara, e do PSB na Assembleia. O vaivém de parlamentares também mexeu no quadro da sucessão ao governo, pois a federação União-Progressista (UP) foi fortalecida com nomes que apoiam a pré-candidatura de Otaviano Pivetta (Republicanos) ao governo, em detrimento do senador Jayme Campos (UP), o que poderá retirá-lo da disputa, que nesse caso seria entre Pivetta, Natasha Slhessarenko (PSD) e o senador Wellington Fagundes (PL). Mesmo com esse cenário Jayme Campos não recua, sustenta a pré-candidatura e afirma ser “homem sem medo”. São muitos os nomes, boa parte de políticos há muito tempo na vida pública, e praticamente não há renovação. Se ao invés de candidaturas para outubro de 2026 as eleições com os nomes atuais fossem disputadas há quatro, oito ou 12 anos atrás, os personagens seriam praticamente os mesmos. À exceção de Natasha Slhessarenko (PSD), os demais concorrentes aos cargos majoritários são figuras que disputaram as últimas eleições.

Vale observar que a composição das forças políticas citadas nesta reportagem leva em conta os anúncios feitos pelos partidos. Porém, a composição legal, reconhecida pelo Tribunal Regional Eleitoral, será divulgada na segunda-feira (6) após a entrega das atas dos partidos, que foram assinadas com a data do sábado (4), mas por tratar-se de atos partidários é necessário cautela para aguardá-los.

Pedro Taques (PSB), que assumiu o partido do vice-presidente Geraldo Alckmin, não divulgou os nomes dos pré-candidatos a deputado federal e a deputado estadual. Antônio Galvan, pré-candidato ao Senado pelo Avante, também não menciona seus pré-candidatos a cargos proporcionais.

A janela partidária mexeu com a composição da bancada federal. Não houve mudança no Senado – senador não depende de janela para trocar de partido. Os senadores Jayme Campos (UP), Carlos Fávaro (PSD) e Wellington Fagundes (PL) permaneceram em seus partidos.

Fávaro é pré-candidato à reeleição, e deverá concorrer com José Medeiros (PL), Pedro Taques (PSB), Janaína Riva (MDB) e Antônio Galvan (Avante). A chapa de Fávaro na eleição anterior não será mantida. Ele e a primeira suplente Margareth Buzetti (UP) se desentenderam; e José Lacerda (PSD), o segundo suplente, anunciou que se aposenta politicamente. José Medeiros foi o único a escolher suplente; o empresário do ramo sementeiro Odílio Balbinotti (PL) será o primeiro suplente; o segundo não foi revelado.

Na Câmara a janela fez uma reviravolta, com a metade dos deputados aderindo a outros partidos: Emanuelzinho Pinheiro saiu do MDB para o PSD; Juarez Costa, do MDB para o Republicanos; Coronel Assis, do PL para a UP, e Nelson Barbudo, do PL para o Podemos. Rodrigo da Zaeli, Coronel Fernanda e José Medeiros permaneceram no PL; e Fábio Garcia, na UP. José Medeiros é pré-candidato ao Senado e os demais tentarão à reeleição.

Com as mudanças a bancada na Câmara ficou com a seguinte configuração: PL, quatro cadeiras; PSD, Republicanos, Podemos e UP, uma cada.

Os deputados são apontados como favoritos ao cargo, e além deles também figuram Rosa Neide, Altir Peruzzo, Julier Sebastião da Silva, Neuma de Moraes e Júnior Mendonça (Fé Brasil); Virgínia Mendes, Nilson Leitão e Gisela Simona (UP); Irajá Lacerda, Valtenir Pereira, Procurador Mauro e Professor Sivirino (PSD); Kalil Baracat, Jéssica Riva e Luluca Ribeiro (MDB); Juliana Kolankiewicz (Republicanos); Marcos Ritella, Neri Geller e Fernando Gorgen (Podemos); e Rosana Martinelli e Thiago Boava(PL).

 ASSEMBLEIA – O vaivém entre os deputados estaduais foi intenso, antes e durante a janela. Ao menos 11 dos 24 mudaram de partido: Eduardo Botelho foi da UP para o MDB; Juca do Guaraná, do MDB para o PSDB; Max Russi, Beto Dois a Um e Fábio Tardin, todos do PSB para o Podemos; Dr. Eugênio, do PSB para o Republicanos; Nininho, do PSD para o Republicanos; Elizeu Nascimento, do PL para o Novo; Faissal, do Cidadania para o PL; Chico Guarnieri, do PRD para o PSDB; e Paulo Araújo, da UP para o Agir.

Não mudaram de partido: Carlos Avallone (PSDB), Dr. João, Janaína Riva e Thiago Silva (MDB), Diego Guimarães e Valmir Moretto (Republicanos), Gilberto Cattani (PL), Sebastião Rezende, Júlio Campos e Dilmar Dal Bosco (UP), Valdir Barranco e Lúdio Cabral (PT) e Wilson Santos (PSD).

Na Assembleia, 22 deputados são pré-candidatos à reeleição. Janaína Riva é pré-candidata ao Senado e a Imprensa informa que Júlio Campos não disputará a eleição, muito embora ele não tenha feito tal afirmação.

Com o vaivém a Assembleia ganhou nova composição, mas sem alterar a bancada de sustentação ao governo, que é majoritária e em algumas circunstância unânime.

A nova composição da legislatura: Republicanos, quatro; MDB, quatro; Podemos, três cadeiras; UP, três; PSDB, três; PT e PL duas cada; e Agir, Novo e PSD, uma cada.

Além das 22 pré-candidaturas à reeleição na Assembleia, outros nomes dos diversos partidos se despontam na luta por uma cadeira no Parlamento:

 PSDB – Nelson Paim, Daniel do Lago, Jacy Proença, Leonardo Oliveira e Moacir Couto.

 PODEMOS – Adelcino Lopo, Mauro Savi, Getúlio Viana, Allan Kardec. Janailza Taveira, Gustavo Bang, Scheila Pedroso, Alessandra Ferreira, Marcelo Aquino, Priscila Dourado e Valdeniria Dutra.

 PSD – Rafaela Fávaro e Gilmar Fabris.

 PL – Samantha Iris e Luciana Horta.

 MDB – Silvano Amaral e Léo Bortolin.

 AGIR – Gilberto Figueiredo.

 FÉ BRASIL – Zé Carlos do Pátio, Edna Sampaio, Cesare Pastorello, Eliane Xunakalo, Terezinha Carrara, Wendell Girotto e Takakpe Metuktire.

 NOVO – Rafael Galvan, Fabinho Promoções, Professor Hedvaldo e Vandinho Patriota.

 UP – Michelly Alencar.





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