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Chorei várias vezes”, diz promotora sobre caso Raquel Cattani; “Ela tentou se defender até arrancar os próprios cabelos



A promotora de Justiça Andreia Monte Alegre Bezerra de Menezes descreveu, durante a acusação no Tribunal do Júri, o momento de agonia da produtora rural Raquel Cattani, de 26 anos, assassinada em julho de 2024 em Nova Mutum. “Raquel sofreu por 40 feridas. Tentou se defender até arrancar os próprios cabelos”, afirmou a promotora.

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Durante a sustentação da tréplica no julgamento dos acusados Romero Xavier Mengarde, ex-marido da vítima, e Rodrigo Xavier Mengarde, irmão dele, a promotora Andreia Menezes destacou a brutalidade do ataque, que deixou 40 ferimentos a faca no corpo de Raquel.

“Enquanto mulher, enquanto promotora de Justiça, enquanto mãe, é muito difícil. É muito forte, é muito chocante. Eu chorei por várias vezes, estudando esse processo, um processo que toca a alma. Acredito que hoje o quebra-cabeça perfeito está montado e a única peça que falta é a Justiça. E a Justiça é com a condenação desses assassinos, desses feminicidas que mataram Raquel Cattani”. 

Para o Ministério Público, o crime foi meticulosamente planejado. Ela disse que “não bastava matar, tinha que matar de forma cruel”. A promotora afirmou ainda que o sucesso pessoal e profissional de Raquel, que tinha um “futuro promissor”, teria incomodado o ex-marido, Romero, motivando o crime.

“A gente quer a realização da Justiça. E a realização da Justiça é reconhecendo o crime que eles traficaram com as quatro qualificadoras”, prosseguiu. “Raquel era uma jovem de 26 anos que sonhava que tinha um futuro promissor e esse sucesso incomodou. Como incomodou Romero o sucesso da Raquel”.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, Raquel Cattani foi assassinada a facadas na própria residência, na zona rural de Nova Mutum, no dia 18 de julho de 2024. Rodrigo é acusado de executar o crime, enquanto Romero, ex-marido da vítima, responde como autor intelectual.

O julgamento é presidido pela juíza Ana Helena Alves Porcel Ronkoski, titular da 3ª Vara da Comarca, e seguirá o rito previsto no Código de Processo Penal, com a atuação do Ministério Público, das defesas, depoimentos das testemunhas e, por fim, sairá a decisão do Conselho de Sentença, formado por sete jurados.



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