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Com Janaina, MDB caminha para os braços do bolsonarismo em MT


Reprodução/Secom-ALMT e Agência Senado

Janaina mira para todos os lados da direita, em especial para o sogro, senador WF, e Flávio Bolsonaro (detalhe), pré-candidato do pai, preso por tentativa de golpe de Estado

O MDB de Mato Grosso, sob a liderança da deputada estadual Janaina Riva, praticamente definiu sua rota no ambiente político, no contexto da disputa eleitoral deste ano.

A legenda assinou um manifesto nacional que pede à direção da legenda liberdade para que cada Estado construa suas próprias alianças nas eleições presidenciais.

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Além de Mato Grosso, outros 17 diretórios estaduais endossaram o pedido ao presidente nacional, deputado federal Baleia Rossi (SP).

No Estado, o partido já debateu internamente a questão e decidiu que caminhará com partidos e lideranças de direita e extrema-direita, liderada no país pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Atualmente, ele cumpre pena de 27 anos e 3 meses, no Complexo da Papudinha, após ser condenado pelo STF por tentativa de golpe de Estado.

“Aqui, já tomamos uma decisão clara de que vamos dialogar com partidos e lideranças de direita que defendam um projeto de país que respeite Mato Grosso, garanta segurança jurídica no campo e enfrente de verdade a violência contra mulheres e crianças, com punição dura para quem comete esse tipo de crime”, afirmou Janaina, por meio da assessoria de imprensa.

Em ofício encaminhado à direção nacional do MDB, o diretório de Mato Grosso reforçou a posição contrária a uma aliança com o PT para apoiar o projeto de reeleição do presidente Lula.

E pediu que o partido convoque uma reunião da executiva nacional para deliberar sobre o tema.

O documento afirma que a maioria dos diretórios estaduais e dos convencionais da sigla compartilha da mesma avaliação política. 

Apesar do posicionamento majoritário, o MDB, em estados como Pará e Alagoas, é aliado de Lula e tem ministros na Esplanada.

O ofício da legenda em Mato Grosso, Estado considerado conservador, ressalta que o MDB foi alvo de “ataques desarrazoados” e tachado de “golpista”.

Cita o Carnaval do Rio de Janeiro, no passado, sugerindo que a homenagem da escola de samba Acadêmicos de Niterói ao preisdente Lula foi custeada com dinheiro público.

E afirma que que a gestão do presidente Lula “não tem apresentado os resultados esperados”.

“Somos contra um Governo que teve diversas oportunidades de promover os avanços que nosso país precisa e acabou entregando somente mais violência, desigualdade social e estagnação econômica. Um país que perde a cada ano sua competitividade perante as outras nações e não promove o bem-estar real do seu povo”, diz trecho do documento.

Segundo Janaina, o manifesto nacional assinado pelos diretórios estaduais defende justamente que o MDB respeite as diferentes realidades políticas do país, e permita que cada Estado construa seu próprio arco de alianças.

“Assinei o documento pedindo a liberação de todos os diretórios para que cada estado construa seu arco de alianças. Sendo assim, cada estado fará sua composição. O nosso presidente de partido apoia o Tarcísio [de Freitas, governador de São Paulo, filiado ao Republicanos], elegeu o [prefeito] Ricardo Nunes em São Paulo com o Bolsonaro no palanque, com o 15 pregado no peito. Então, não acreditem nesse discurso daqueles que querem ser xerifes ideológicos e escolher que partido é de esquerda e que partido é de direita”, disse.

O manifesto reúne lideranças do MDB de diferentes regiões do país e pede que a direção nacional da sigla garanta autonomia aos diretórios estaduais na definição das alianças para a disputa presidencial.

A argumentação apresentada é de que o partido, pela sua própria história, “sempre respeitou a pluralidade interna e as diferentes realidades políticas regionais”.

COM MAX E RUSSI E JAYME CAMPOS – Em entrevista ao site MidiaNews, Janaina Riva acenou para uma possível aliança entre o seu partido e o Podemos, agora sob a liderança do presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi.

Pré-candidata ao Senado, ela tenta construir uma chapa para viabilizar a disputa.

Na entrevista, a deputada revelou que, no seu radar, está o senador Jayme Campos (União).

O parlamentar tenta viabilizar uma candidatura ao Governo, mas é preterido pelo grupo ligado ao governador Mauro Mendes (União), que prefere o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

A deputada afirmou que ela, Russi e Jayme conversam “com frequência” sobre as eleições marcadas para outubro deste ano.

Ela também não descartou a possibilidade de se aliar diretamente ao PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro e do pré-candidato ao Governo, senador Wellington Fagundes (PL), que é seu sogro.   

”O PL é um dos maiores partidos do Brasil, e o Flávio Bolsonaro já tem também, com certeza, um olhar atento para a senatória de Mato Grosso, naqueles que têm condição de obter êxito nas eleições. Acredito que esse critério vai ser muito valioso para, ali na frente, nós podermos conversar sobre as coligações”, disse Janaína. na entrevista.

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