Início NACIONAL Com saída de ministros, Lula aposta em “soluções caseiras” para manter ações

Com saída de ministros, Lula aposta em “soluções caseiras” para manter ações


Com a aproximação da campanha eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve perder mais de 20 ministros, que deverão deixar os cargos para disputar as eleições em outubro. O prazo para a desincompatibilização vai até o fim de março, mas, nos bastidores, o chefe do Planalto já articula nomes que ocuparão as cadeiras vagas.

Segundo auxiliares, o petista tende a priorizar quadros que já compõem os ministérios, com o objetivo de manter o ritmo das entregas neste último ano de governo. Nesse sentido, os secretários-executivos despontam como favoritos à sucessão.

A número dois da Casa Civil, Miriam Belchior, foi escolhida por Lula para assumir o posto hoje ocupado por Rui Costa. Ele deixará o governo para disputar uma vaga ao Senado Federal pela Bahia.

“O presidente já comunicou a sua escolha tanto a mim quanto à Miriam. Ela foi ministra do Planejamento, trabalha muito, é uma técnica competente e assume o ministério no início de abril. A prioridade do presidente é que [as indicações] sejam de quem já está na equipe, para não haver descontinuidade nas ações de governo”, anunciou o ministro em entrevista a uma rádio baiana nessa quinta-feira (29/1).

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Miriam Belchior, secretária-executiva da Casa Civil
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Miriam Belchior, secretária-executiva da Casa Civil

Wagner Lopes | CC

Lula e ministros
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Lula e ministros

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

Secretário Olavo Noleto, primeira-dama Janja e ministra Gleisi Hoffmann
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Secretário Olavo Noleto, primeira-dama Janja e ministra Gleisi Hoffmann

Gil Ferreira/SRI

Olavo Noleto, secretário do Conselhão
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Olavo Noleto, secretário do Conselhão

Gil Ferreira/Ascom-SRI

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan.
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O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan.

Washington Costa/MF

 

Secretária-executiva da Casa Civil desde 2023, Miriam Belchior foi ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão entre 2011 e 2014, durante o governo de Dilma Rousseff. Ela ocupou também o cargo de presidente da Caixa Econômica Federal, de 2015 a maio de 2016.

Troca na Fazenda

Outro auxiliar que deve ser alçado ao cargo de ministro é o número dois da Fazenda, Dario Durigan. Ao Metrópoles, o titular da equipe econômica, Fernando Haddad (PT), garantiu que sairá do governo em fevereiro. Ele ainda não definiu se entrará na disputa eleitoral ou se atuará nos bastidores, na articulação da campanha de reeleição de Lula.

Durante entrevista ao Metrópoles, Haddad saiu em defesa do secretário-executivo, que é alvo de críticas de uma ala do PT pela suposta proximidade com o mercado financeiro.

“É uma pessoa que trabalhou na Casa Civil nos primeiros governos do PT. Trabalhou na Prefeitura de São Paulo, na minha gestão. E trabalhou no Ministério da Fazenda. Ele sempre serviu a governos progressistas. Ele ter passado pelo mercado é um ponto para o Dario. Significa que ele traz para o setor público o conhecimento também de como funcionam setores relevantes da economia mundial. E ele tem um conhecimento abrangente, é uma pessoa de formação muito sólida”, elogiou Haddad.

Como mostrou o Metrópoles, a tendência é que Dario fique com o comando da Fazenda, enquanto o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, deve assumir a secretaria-executiva. A expectativa é que Durigan dê continuidade ao trabalho desenvolvido por Haddad no ministério, dando um recado ao mercado de que não haverá mudanças bruscas na condução da política fiscal.


Saída de ministros


Mudança na SRI

Está encaminhada, também, a indicação de Olavo Noleto, atual titular do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, chamado o Conselhão, para o lugar da ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT-PR). A ex-presidente do PT e deputada licenciada tentará uma cadeira ao Senado pelo Paraná nas eleições de outubro.

Segundo integrantes do Palácio do Planalto, Noleto é visto como um nome experiente na articulação e de confiança da ministra. Além disso, auxiliares consideram que ele tem um bom trânsito entre parlamentares e partidos, sendo assim, conseguirá manter o trabalho que vem sendo feito pela ministra.

Outros nomes, como o do secretário-executivo da SRI, Marcelo Costa, e o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE) chegaram a ser ventilados, mas na última quarta-feira (28/1), Gleisi afirmou que o secretário é o “nome natural” para assumir o cargo.



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