O advogado-geral da União, Jorge Messias, tem dedicado o seu tempo para se preparar para a sabatina no Senado Federal, marcada para o dia 29 de abril. Para passar pelo crivo dos senadores, Messias montou uma equipe que o assessora em relação a temas sensíveis — entre eles, o caso do Banco Master.
Atualmente de férias até o dia 31 de abril, o atual AGU segue em Brasília buscando apoios com os senadores. Aliados do ministro já contabilizam que há votos necessários para ele ser aprovado. Pela regra, ele deve ter no mínimo 41 votos favoráveis à sua indicação ao STF.
Portanto, Messias deve aproveitar as próximas semanas para se dedicar à sua sabatina. Com ele, uma equipe organiza os assuntos e prepara as possíveis respostas, além de estar atenta a fatos novos que possam aparecer durante os questionamentos. O ministro também tem analisado sabatinas de outros candidatos.
Sobre as investigações que envolvem uma suposta fraude bilionária no Master, interlocutores de Messias têm dito que não há nada que ele tenha a esclarecer sobre o assunto. A AGU, dizem, não teve qualquer atribuição envolvendo o caso até aqui. Além disso, o ministro deve defender que as investigações devem ser imparciais.
Apesar da avaliação do placar de Messias ser favorável a ele, ainda há resistência em parte de senadores da oposição. No Supremo, ele conta com o apoio dos ministros André Mendonça e Kassio Nunes Marques, ambos indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Além deles, Cristiano Zanin integra o grupo de magistrados que têm feito campanha para Messias.
Atualmente, o advogado-geral da União substituto, Flávio Roman, responde pela AGU. Ele é um dos possíveis indicados à sucessão do órgão pelo presidente Lula (PT). Também estão na disputa, as advogadas da União Isadora Cartaxo e Clarice Calixto, a procuradora da Fazenda Nacional Anelize Almeida, e a procuradora-geral federal Adriana Venturini.





