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Membros da CPI da Saúde, que é presidida por Wilson Santos, dão início aos trabalhos de investigação de suspeitas de irregularidades no Governo Mauro Mendes
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realiza, nesta quarta-feira (18), às 14h, a sua primeira reunião ordinária após a instalação.
O encontro será na Sala Deputada Sarita Baracat e marca o início das atividades investigativas do colegiado.
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Instalada no início de março, a CPI foi criada para apurar possíveis irregularidades em contratos firmados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), entre 2019 e 2023.
O foco será nas ações durante o período da pandemia da Covid-19, incluindo desdobramentos da chamada Operação Espelho.
Durante a reunião de instalação, os membros titulares definiram a mesa diretora da comissão.
O deputado Wilson Santos foi eleito presidente; Chico Guarnieri (PSDB) assumiu a vice-presidência; e Beto Dois a Um (União) ficou responsável pela relatoria.
Essa função é considerada estratégica, uma vez que concentra a organização das informações e elaboração do relatório final da investigação.
A comissão é composta ainda pelos deputados Janaina Riva (MDB) e Dilmar Dal’Bosco (União) como membros titulares, além de suplentes indicados pelos blocos parlamentares.
Logo após a instalação, os parlamentares aprovaram os primeiros requerimentos para solicitação de documentos aos órgãos de controle, como Controladoria Geral do Estado (CGE), Procuradoria-Geral do Estado (PGE), Polícia Federal e Delegacia de Combate à Corrupção (Decor) da Polícia Judiciária Civil, com o objetivo de subsidiar tecnicamente os trabalhos da CPI.
Wilson Santos destacou que a comissão já iniciou suas atividades e reforçou o caráter técnico das investigações.
“Já iniciamos os trabalhos. Fizemos a instalação da CPI, elegemos o vice e o relator e aprovamos um conjunto de requerimentos, solicitando documentos aos órgãos de controle. Vamos trabalhar com base em provas, documentos e depoimentos já colhidos”, afirmou.
Sobre críticas de que a CPI teria viés político, o parlamentar ressaltou que o espaço será garantido para ampla defesa e que não haverá pré-julgamentos.
“O secretário [Gilberto Figueiredo, de Saúde] terá todo o direito e respeito dentro da CPI para apresentar sua defesa, acompanhado de seus advogados. A CPI terá um caráter eminentemente técnico, baseada em documentos comprobatórios. Não haverá pré-julgamentos”, afirmou.
Wilson Santos também defendeu transparência nos trabalhos.
“As reuniões devem ser abertas. Não vejo problema, a não ser que algum convocado solicite sigilo. Da minha parte, a transparência será total”, completou.
A expectativa é de que, a partir desta primeira reunião ordinária, os deputados avancem na análise dos documentos requisitados e definam o cronograma de oitivas e demais etapas da investigação.





