Reprodução/Secom – AL e MT
Partido mira ampliar a representatividade na ALMT, impulsionada pela candidatura à reeleição do governador Pivetta (detalhe)
A janela partidária terminou com grandes mudanças na composição da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
No total, 11 parlamentares aproveitaram a brecha na legislação eleitoral para mudarem de legenda pensando no pleito de outubro deste ano.
A dança das cadeiras consolidou o Republicanos como a maior bancada do Parlamento Estadual, agora com cinco deputados estaduais.
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A sigla mira ampliar ainda mais sua representatividade, impulsionada pela candidatura à reeleição do governador Otaviano Pivetta, o principal nome do grupo.
Antes da abertura da janela, o Republicanos contava apenas com dois parlamentares: Diego Guimarães e Valmir Moretto.
Com as movimentações recentes, o partido incorporou três novos nomes: Dr. Eugênio, que deixou o PSB; Nininho, que se desfiliou do PSD por divergências ideológicas; e Paulo Araújo, que, originalmente, pretendia se filiar ao PRD, mas acabou no Republicanos após a destituição da Executiva estadual do partido.
O PSDB também se beneficiou da janela partidária, ampliando sua bancada de um para três deputados.
O presidente estadual da sigla, Carlos Avallone, recebeu Chico Guarnieri e Juca do Guaraná, ambos inicialmente com planos de migrar para o PRD, mas realocados para o PSDB, a pedido do ex-governador Mauro Mendes (União Brasil).
Enquanto algumas siglas cresceram, outras perderam força.
O PSD agora conta apenas com Wilson Santos, após a saída de Nininho, e o União Brasil reduziu sua bancada para três parlamentares, ocupadas por Dilmar Dal’Bosco, Júlio Campos e Sebastião Rezende.
Botelho, que também integrava o União Brasil, migrou para o MDB, mas a legenda manteve o número de representantes, devido à saída de Juca do Guaraná.
O MDB segue com quatro deputados: Botelho, Dr. João, Tiago Silva e Janaina Riva.
PT e PL mantiveram suas bancadas com dois deputados cada.
O PT segue com Lúdio Cabral e Valdir Barranco, enquanto o PL incorporou Faissal Calil, ex-Cidadania, junto a Gilberto Cattani.
Já Elizeu Nascimento, que também era do PL, agora representa o Novo na Assembleia.
“CHAPA DA MORTE” – Ao mesmo tempo EM que aumentou a sua representatividade, o Republicanos reforçou a sua chapa proporcional.
Além de receber novos deputados estaduais com mandato, ainda se filiaram à legenda os ex-secretários estaduais Gilberto Figueiredo (Saúde) e Allan Porto (Educação), ambos considerados nomes fortes para a disputa eleitoral.
Também figura como peça-chave do partido no pleito deste ano a vereadora Maysa Leão, aposta feminina para a eleição estadual.
Diante desse cenário, esse grupo da agremiação passou a ser chamado de “chapa da morte”.
A expectativa é de que a candidatura do governador Otaviano Pivetta funcione como motor de projeção para o partido, aumentando sua influência na Assembleia Legislativa, chegando ao menos a seis cadeiras.





