A defesa do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pediu a extinção da punibilidade da pena do cliente, condenado a dois anos de prisão devido à trama golpista.
O pedido foi peticionado em audiência realizada nesta segunda-feira (3/10), na sede do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília. Agora, resta ao ministro Alexandre de Moraes, relator da ação, decidir sobre o pedido.
Ao fim da audiência, a tornozeleira eletrônica de Cid foi retirada após tê-la usado por quase dois anos. Durante a audiência, a defesa pediu esclarecimentos acerca do eventual retorno de Mauro Cid às atividades no Exército Brasileiro. Cid fez o pedido para ir para a reserva da Força Armada. Se for autorizado a voltar, Cid deve tirar férias e se aposentar.
O militar foi julgado em 11 de setembro, com Bolsonaro e outros aliados, no processo que apura a tentativa de golpe de Estado. Diferentemente de Bolsonaro e de outros condenados, Cid recebeu pena mais branda por ter firmado um acordo de delação premiada, o que resultou em sua condenação a dois anos de reclusão em regime inicial aberto.
Trama golpista
Cid assumiu papel central nas investigações. Foi a partir do conteúdo encontrado em seu celular que a Polícia Federal localizou a chamada “minuta do golpe”, documento que deu origem às apurações.
O plano, batizado de “Copa 2022”, previa a intervenção no resultado das eleições presidenciais daquele ano, com o objetivo de impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e manter Bolsonaro no poder.
Delação premiada
No acordo de delação firmado com o STF em setembro de 2023, Cid confirmou detalhes do plano golpista e apontou os principais articuladores do esquema. Ele também relatou que Bolsonaro ordenou o monitoramento do ministro Alexandre de Moraes, do STF.















