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Desvio na Câmara de Cuiabá tem vereador, servidores e empresário


PJC

As investigações, da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), apuram as práticas dos crimes de peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro na Câmara de Cuiabá

Um vereador, um empresário e vários servidores públicos municipais estão envolvidos diretamente no esquema de desvio de emendas parlamentares na Câmara Municipal de Cuiabá, desarticulado pela Polícia Civil, durante operação na manhã desta terça-feira (27).

No total, 75 ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias de Cuiabá e incluem 12 mandados de busca e apreensão e 12 ordens de acesso a dados armazenados em dispositivos móveis.

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O principal nome é o vereador Chico 2000 (PL), que já foi presidente do Legislativo. O parlamentar foi afastado do cargo por 60 dias.

O seu chefe de gabinete, Rubens Vuolo Júnior, também é um dos alvos da Operação Gorjeta, conduzida pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor). 

Durante a operação, os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão contra a assessora parlamentar Joacyr Conceição Silvado, do gabinete do vereador Mário Nadaf (PV), além de Magali Gayba Felismirni Chiroli. 

O empresário João Nery Chiroli, dono da Chiroli Uniformes, ro ramo de material esportivo, e Alex Jones Silva, presidente do Instituto Brasil Central (Ibrace), também estão entre os alvos. 

A operação apura um esquema de desvio de emendas parlamentares, que causou prejuízos ao Município de Cuiabá, especialmente a Câmara Municipal e a Secretaria Municipal de Esportes.

O grupo é acusado de se associado para direcionar emendas parlamentares ao instituto e a empresa, sendo que parte dos recursos era, depois, “devolvida” ao vereador Chico 2000, responsável pela destinação das emendas. 

Também foram determinadas medidas de suspensão do exercício da função pública contra os dois servidores da Câmara Municipal de Cuiabá e contra o vereador. 

Ainda no âmbito da operação, foram fixadas três medidas cautelares diversas da prisão contra seis investigados.

Entre elas, estão a proibição de manter contato entre si e com testemunhas; a restrição de acesso às dependências da Câmara Municipal de Cuiabá e da Secretaria Municipal de Esportes; a proibição de deixar a comarca; além da determinação de entrega dos passaportes.

Como parte da decisão judicial, o Poder Executivo e o Poder Legislativo de Cuiabá estão proibidos de contratar ou nomear quaisquer dos investigados na operação. 

Também foi determinado o bloqueio inicial de R$ 676.042,32 das contas bancárias de nove pessoas físicas e jurídicas, além do sequestro de sete veículos, uma motocicleta, uma embarcação, um reboque e quatro imóveis. 

Entre as ordens judiciais está ainda a suspensão das atividades do instituto investigado, bem como a realização de auditorias pela Controladoria-Geral do Município em todos os termos de parceria firmados entre o órgão e a Prefeitura de Cuiabá. 

O município também fica proibido de realizar qualquer tipo de contratação ou pagamento de valores às duas empresas investigadas.

SALÁRIO – Alvo de sua terceira operação policial, o vereador Chico 2000  será afastado por 60 dias de suas funções na Câmara.

Apesar do afastamento, o parlaentar continuará recebendo seu salário, de R$ 35.209,32, como consta no Portal de Transparência.

Esse é o segundo afastamento do vereador.

No ano passado, ficou ausente da Câmara por 6 meses, após a Operação Perfídia, que investigava propina em troca de votação de projetos legislativos.

A informação foi confirmada pelo Procurador Legislativo, Eustáquio Neto, à imprensa, após busca e apreensão na Câmara, no gabinete do vereador.  





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