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DNA encontrado na urina do algoz de Raquel Cattani foi crucial para condenar irmãos Xavier pelo assassinato



Material genético contido na urina de Rodrigo Xavier foi determinante para condenar ele e o irmão, Romero Xavier, pelo assassinato da produtora Raquel Cattani, executada a facadas na própria residência, na zona rural de Nova Mutum, no dia 18 de julho de 2024. Rodrigo foi o executar o crime, enquanto Romero, ex-marido da vítima, o autor intelectual. Eles foram condenados pelo Tribunal do Júri a 63 anos em regime fechado.
 
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Rodrigo foi condenado à pena de 33 anos sendo 30 anos o limite máximo de pena previsto na legislação penal brasileira, pelos crimes de homicídio e furto. Já Romero deve cumprir 30 anos e 3 meses de prisão em regime fechado, pena que corresponde, também, ao máximo legal. Na sentença, os jurados reconheceram que os irmãos cometeram o homicídio qualificado por motivo torpe, emprego de meio cruel, mediante emboscada e no contexto de feminicídio.

Dentre as provas colhidas pelo Ministério Público e pela autoridade policial, a acusação destacou no julgamento a evidência genética de Rodrigo, coletada na tampa do vaso sanitário no banheiro da casa de Raquel.

O material analisado revelou um perfil genético masculino compatível exclusivamente com o réu Rodrigo Mengarde, não havendo possibilidade técnica de pertencer a outra pessoa.

Ainda sobre as provas, os jurados examinaram as análises médico-legais que constataram que Raquel passou por momentos prolongados de extrema dor, angústia e falta de ar, enquanto sangrava intensamente. Mesmo diante desse quadro, o agressor prosseguiu com os golpes, o que, segundo o Ministério Público, evidencia a crueldade da ação.

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o crime ocorreu em 18 de julho de 2024, na residência da vítima na zona rural de Nova Mutum. A acusação sustentou que o homicídio foi um feminicídio, premeditado e executado com extrema crueldade.

Os promotores de Justiça João Marcos de Paula Alves e Andreia Monte Alegre Bezerra de Menezes atuaram no Tribunal do Júri. Eles destacaram a crueldade do crime e a consistência das provas reunidas ao longo da investigação.

O laudo pericial apontou que Raquel Cattani sofreu 40 facadas, em um ataque prolongado e violento. A promotora Andreia Monte Alegre Bezerra de Menezes descreveu em plenário o sofrimento da vítima, que, em um ato de desespero, “tentou se defender até arrancar os próprios cabelos”.

Para ela, o sucesso pessoal e profissional de Raquel, uma jovem de 26 anos, teria sido o motivo que incomodou o ex-marido, Romero, levando ao crime encomendado. 

“Raquel era uma jovem de 26 anos que sonhava que tinha um futuro promissor e esse sucesso incomodou. Como incomodou Romero o sucesso da Raquel”.

A sentença dos jurados foi validada pela juíza Ana Helena Alves Porcel Ronkoski, que presidiu o júri na 3ª Vara da Comarca de Nova Mutum. 



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