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Dólar sobe quase 2%, a R$ 5,26, na maior alta do ano com escalada do conflito no Irã


O dólar à vista fechou com forte alta perante o real nesta terça-feira (3), à medida que o aprofundamento do conflito no Oriente Médio provoca uma busca por ativos seguros, impulsionando os preços do petróleo e aumentando as preocupações com a inflação.

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As preocupações com a inflação levaram os investidores a reduzir as apostas em cortes nas taxas de juros pelo Federal Reserve, com o primeiro corte nos EUA já precificado em setembro e as apostas em uma terceira redução em 2026 diminuindo

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Qual a cotação do dólar hoje?

O dólar à vista encerrou a sessão com alta de 1,91%, aos R$5,2639. Em 2026, o dólar à vista acumula agora queda de 4,10%.

Às 17h03, o dólar futuro para abril – o mais líquido no mercado brasileiro – subia 1,68% na B3, aos R$5,3040.

Dólar comercial

  • Compra: R$ 5,263
  • Venda: R$ 5,263

Na segunda-feira uma autoridade de alto escalão da Guarda Revolucionária Iraniana disse que o país pretende disparar contra qualquer navio que tentar passar pelo Estreito de Ormuz — onde circulam diariamente cerca de 20% do petróleo mundial.

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Já o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira que é “tarde demais” para negociar com o Irã, reforçando a perspectiva de continuidade do conflito iniciado no sábado, que envolve Israel do lado norte-americano.

A reação nos mercados globais foi de alta forte do petróleo e fuga dos investidores de ativos mais arriscados, como ações, moedas e títulos de países emergentes, em meio aos receios de que o conflito possa reduzir o crescimento e acelerar a inflação.

No Brasil, o dólar à vista marcou a cotação máxima de R$5,3444 (+3,47%) às 12h20, em um momento em que a bolsa brasileira estava nas mínimas do dia.

Profissionais consultados pela Reuters afirmaram que a disparada de ordens de stop loss (parada de perdas) no mercado de câmbio intensificou em vários momentos do dia o avanço do dólar, com investidores vendidos em dólar (esperando a queda das cotações) fechando posições.

O avanço do dólar ante o real esteve em sintonia com a disparada da moeda norte-americana ante outras divisas de emergentes, como o peso chileno e o peso mexicano.

“O investidor precisa cobrir posição lá fora, (então) ‘vende emergente’. É o movimento clássico de aversão ao risco”, comentou durante a tarde Fernando Bergallo, diretor da assessoria FB Capital.

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“O mercado está revertendo toda aquela inclinação a risco que trouxe o dólar para R$5,13. Mas espero que seja transitório”, acrescentou.

Profissionais ouvidos pela Reuters ponderaram que os desdobramentos do conflito no Oriente Médio ainda são bastante incertos, o que dificulta quaisquer projeções sobre o dólar e as taxas de juros no curto prazo. No mercado de DIs (Depósitos Interfinanceiros), as taxas dispararam nesta terça-feira, na esteira da busca dos investidores por ativos de menor risco.

“Com o petróleo em alta, crescem as preocupações com inflação global. Isso faz os investidores reverem expectativas de cortes de juros e adotarem uma postura mais defensiva”, disse Jucelia Lisboa, sócia e economista da Siegen Consultoria, em comentário por escrito.

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“Em momentos como esse, normalmente, o mercado reduz a exposição a ativos de risco, como ações e moedas de países emergentes, e busca proteção em ativos considerados mais seguros, como o dólar.”

Durante a tarde, em meio à forte pressão de alta para a moeda norte-americana, o Banco Central do Brasil anunciou e cancelou logo na sequência dois leilões de linha (venda de dólares com compromisso de recompra), alegando um erro técnico.

No exterior, às 17h14, o índice do dólar – que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas – subia 0,47%, a 98,979.

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Já o PIB do Brasil subiu 0,1% no 4º tri e avançou 2,3% em 2025, em linha com o esperado.

(Com Reuters)



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