Dois destróieres equipados com mísseis guiados atravessaram a região para retirar minas, segundo o Comando Central dos EUA
Os Estados Unidos afirmaram que 2 destróieres equipados com mísseis guiados atravessaram o estreito de Ormuz neste sábado (11.abr.2026). É a 1ª passagem de embarcações militares norte-americanas pela região desde o início do conflito com o Irã, em 28 de fevereiro. O governo iraniano, porém, negou a travessia, segundo o jornal turco Daily Sabah.
A operação visa a “construir uma rota segura” para“incentivar o livre fluxo do comércio”, segundo o CENTCOM, o Comando Central dos EUA. O país quer dar confiança às embarcações mercantes para que voltem a navegar pelo estreito e, dessa forma, mitigar os impactos da redução do fluxo de petróleo, gás natural liquefeito e ureia pelo estreito de Ormuz, que pressiona os preços globais de energia e insumos agrícolas.

Eis a tradução da postagem:
“Forças dos EUA iniciam missão de desminagem no Estreito de Ormuz
“TAMPA, Flórida — As forças do Comando Central dos EUA (CENTCOM) começaram a criar condições para a remoção de minas no Estreito de Ormuz, em 11 de abril, enquanto dois destróieres de mísseis guiados da Marinha dos EUA realizavam operações.
Os navios USS Frank E. Peterson (DDG 121) e USS Michael Murphy (DDG 112) transitaram pelo Estreito de Ormuz e operaram no Golfo Pérsico como parte de uma missão mais ampla para garantir que o estreito esteja completamente livre de minas marítimas previamente instaladas pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irã.
“‘Hoje, iniciamos o processo de estabelecimento de uma nova passagem e compartilharemos em breve essa rota segura com a indústria marítima para incentivar o livre fluxo do comércio’, disse o almirante Brad Cooper, comandante do CENTCOM.
O estreito de Ormuz é uma passagem marítima internacional e um corredor comercial essencial que sustenta a prosperidade econômica regional e global. Reforços das forças americanas, incluindo drones submarinos, juntar-se-ão à operação de limpeza nos próximos dias.
A Marinha dos EUA executou a ação sem coordenação prévia com as autoridades iranianas, segundo o jornal americano Axios.
Autoridades norte-americanas já haviam afirmado que o Irã perdeu o controle das minas instaladas no estreito. Segundo elas, o país não possui capacidade técnica para localizá-las nem recursos para remover os explosivos da via marítima.
O presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), já havia declarado que as “Forças Armadas afundaram 28 embarcações lançadoras de minas navais”. Ele afirmou que o país iniciou o“processo de limpeza do estreito de Ormuz”, ou seja, a retirada de minas, como “um favor a países de todo o mundo”.
Na mesma publicação no Truth Social, Trump criticou a imprensa e disse que o Irã está “perdendo feio” a guerra.

“Eles [imprensa] adoram dizer que o Irã está ‘vencendo’ quando, na verdade, todos sabem que eles estão PERDENDO, e PERDENDO FEIO! Sua Marinha acabou, sua Força Aérea acabou, seu aparato antiaéreo é inexistente, o radar está morto, suas fábricas de mísseis e drones foram praticamente destruídas, juntamente com os próprios mísseis e drones e, o mais importante, seus antigos ‘líderes’ não estão mais entre nós, graças a Deus!”, declarou.





