A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), minimizou o fato de ter marcado uma reunião com vereadores no mesmo dia e horário de um encontro previamente agendado pelo presidente da Câmara Municipal, Wanderley Cerqueira (MDB).
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Segundo a prefeita, não houve intenção de esvaziar a agenda do presidente da Casa e a coincidência de horários ocorreu por desconhecimento.
“Olha, eu acho que o horário foi uma coincidência, porque eu marquei em cima da hora com os vereadores, eu desconhecia a agenda do presidente da Casa e eu agendei essa reunião”, afirmou.
Flávia explicou que o encontro teve caráter técnico. De acordo com ela, foram apresentados projetos estruturais e feita uma prestação de contas das ações realizadas em 2025.
“Foi uma reunião técnica de trabalho, a vereadora Rose acompanhou, ela pode até falar que foi apresentado projetos de infraestrutura, foi feita uma prestação de contas também, de 2025, e também apresentamos novos projetos estruturais para a Várzea Grande”, declarou.
A prefeita detalhou ainda que foram esclarecidas as fontes de recursos e o estágio de emendas parlamentares, inclusive verbas federais empenhadas desde 2022.
“Como, da onde vem os recursos, como que é, que fase que estão as emendas, que tem recursos federais, inclusive recurso que está até de 2022. Agora que nós estamos conseguindo licitar essas obras, como o CRAS, como o Centro Pop, que nós vamos conseguir fazer o projeto e a licitação, praças”, completou.
Relação desgastada
O episódio ocorre em meio a uma relação considerada turbulenta entre o Executivo e a Câmara desde o início do mandato. Um dos principais pontos de atrito foi a recusa da prefeita em nomear o ex-vice-prefeito Arilson Arruda para a direção do Pronto-Socorro Municipal, indicação defendida por parte de Wanderley.
Também gerou desconforto o pedido feito por Flávia ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) para rever o valor do duodécimo repassado à Câmara.
Apesar de afirmar que o diálogo com os vereadores é prioridade, a prefeita enfrenta resistência em pautas estratégicas, como o projeto de privatização do Departamento de Água e Esgoto (DAE). No início da gestão, parlamentares aprovaram proposta do ex-prefeito Kalil Baracat (MDB) que revogou a concessão do aterro sanitário do município, medida interpretada nos bastidores como um recado político à nova administração.
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