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Futuro de investigações sobre Saúde e Oi nas mãos de Max Russi


Secom-AL

Presidente da AL, Max Russi deve decidir sobre as CPIs que podem complicar a vida do Governo Mauro Mendes

Sem saber se contempla os próprios pares ou cede às pressões do Governo do Estado, o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (PSB), passou os últimos dias tentando construir uma saída para a crise das CPIs, gerada pela apresentação de três pedidos de apuração de políticas que são de responsabilidade do Governo Federal.

Como, por exemplo, a demarcação de áreas indígenas, a falta de segurança nas fronteiras com a Bolívia e a desenfreada atuação das facções criminosas.

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De autoria dos deputados Nininho (PSD); Chico Guarnieri (PRD) e Elizeu Nascimento (PL), respectivamente, a apresentação das propostas não passou de uma estratagema da bancada governista, para tentar esvaziar a CPI da Saúde, que, por enquanto, não saiu do papel. Além de tentar evitar a CPI da Oi S/A, articulada diante da pressão crescente em cima das denuncias formalizadas pelo ex-governador Pedro Taques (PSB), sobre pagamentos da ordem de R$ 308 milhões em dívidas do Tesouro para a telefônica Oi S/A.

O problema é que os R$ 308 milhões, pagos de forma legal, segundo as denúncias, foram parar nas contas dos fundos de investimentos Royal Capital e Lotta Word e, mais tarde, após diversas transações e passando por outros fundos, teriam aparecido como investimentos em contas do filho do governador Mauro Mendes, o empresário Luís Antônio Taveira Mendes.

O suposto esquema incluiria, ainda, os empresários Hélio Palma de Arruda Neto, José Aparecido dos Santos, o Cidinho Santos, Robério Garcia, pai do secretário de Estado, o deputado federal licenciado e chefe  da Casa Civil do Paiaguás, Fábio Garcia, entre outros.

Até chegar às contas dos interessados, foi necessário se promover uma verdadeira engenharia, que passou por advogados e interessados na negociação, que resultou na compra de quase R$ 600 milhões em créditos da Oi S/A, que se encontra em sua segunda Recuperação Judicial (RJ), po R$ 82 milhões, recursos estes que teriam sido destinados aos credores da empresa.

Quando se fala em engenharia é porque quem comprou por R$ 82 milhões, pouco tempo depois, recebeu do Governo de Mato Grosso R$ 308 milhões, que para justificar o pagamento, alegou ser o negócio “vantajoso” para o Estado de Mato Grosso, pois teriam economizado mais de R$ 200 milhões.

É importante se registrar que, numa primeira nota oficial emitida pelo Governo Mauro Mendes, por meio da Secretaria de Estado de Comunicação (Secom), em abril e maio de 2025, foi anunciada uma economia da ordem de R$ 392 milhões, valores que, com o passar do tempo, acabaram reduzidos para poucos mais de R$ 200 milhões. Ou seja, a negociação entre o Governo e a Oi S/A é cheia de lapsos, que, até o presente momento, muitos tentaram explicar, mas não convenceram

Sem argumentos, o Governo do Estado se escora seu apoio político dentro do Parlamento Estadual, para tentar impedir apurações mais profundas, que vêm sendo realizadas pelo Ministério Público Federal (MPF), a quem Pedro Taques entregou os documentos que foram possíveis rastrear, com acessos a portais de transparência.

Com receio da apuração da já criada CPI da Saúde, que apura desvios apontados pela Delegacia Especializada de Combate a Corrupção, em duas etapas da Operação Espelho, em 2023, e que os governistas tentam evitar de qualquer maneira, uma segunda CPI, a da Oi S/A, possa ter um efeito desastroso para o governador Mauro Mendes (ou para o futuro candidato a senador), o que indiretamente afetaria o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que tende assumir o Governo de Mato Grosso, com a desincompatibilização do atual chefe do Poder Executivo.

Na Sessão Ordinária desta quarta-feira (25), efetivamente a primeira no pós-Carnaval, é que se saberá qual será a posição da Procuradoria Legislativa, que foi acionada pelo presidente Max Russi para apresentar parecer quanto a validade das três CPIs apresentadas, para protelar novas apurações e tumultuar processo legislativo em ano eleitoral.

A se repetir a mesma avaliação jurídica acostada pela Procuradoria Legislativa para a CPI da Saúde, que foi validada desde que cumpridos os requisitos legais previstos no Regimento Interno da Assembleia, as outras comissões se tornarão natimortas. O que pode se transformar em uma grande dor de cabeça para o Governo Mauro Mendes, que, conforme se fala nasdo rodas políticas, não suportaria 10 minutos de depoimento.

A decisão final cabe ao presidente Max Russi, lembrando que, até o presente momento, apenas dois dos cinco blocos parlamentares indicaram o titular e o suplente da CPI da Saúde, que tem como presidente o autor do requerimento, deputado Wilson Santos (PSD).

O requerimento que permitiu a criação da CPI da Saúde pode ainda sofrer um revés, já que os deputados Dr. João José de Matos e Juca do Guaraná, ambos do MDB, e Chico Guarnieri (PRD), encaminharam documento ao presidente do Parlamento Estadual solicitando formalmente a retirada de suas assinaturas do referido requerimento.





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