As ações do GPA (PCAR3), dono do grupo Pão de Açúcar, chegaram a cair mais de 10% nesta quinta-feira (19) e lideram as perdas do Ibovespa. Às 15h25 (horário de Brasília), os papéis caíam 9,23%, a R$ 3,05. No acumulado do ano, as ações já caem cerca de 23%, com baixa de cerca de 20% apenas em fevereiro.
As ações do GPA aparecerem entre as maiores taxas de aluguel, de 15,41%, indicando uma aposta na continuidade da queda dos ativos. O aluguel de ações mostra o interesse de investidores em apostar na queda do papel, alugando-o de outro investidor e vendendo a ação no mercado à vista. Assim, eles ficam “devendo” a ação para o outro investidor, apostando que quando forem devolvê-la ela estará mais barata. São as chamadas “posições vendidas”, ou “short” do mercado, que podem indicar desconfiança no desempenho de determinada empresa.
A companhia divulga os seus resultados na próxima terça-feira (24), depois do fechamento do mercado, com perspectivas gerais para o setor de crescimento das vendas ficando atrás da inflação.
Viva do lucro de grandes empresas
Em relatório recente, o JPMorgan destacou o GPA como uma varejista premium com boa reputação de marca e em processo de reestruturação, com foco em desalavancagem, retorno ao básico, cortes de despesas e melhoria de margem.
Ainda assim, mesmo após incorporar melhorias contínuas na rentabilidade na projeção de 2026, o banco avalia que a geração de caixa e a alavancagem permanecem uma preocupação, apesar das esperadas taxas de juros mais baixas. Nesse contexto, as tendências de receita permanecem desafiadoras, dada a demanda do consumidor pressionada.





