Início NACIONAL Inflação acumulada de 2025 será divulgada nesta sexta-feira (9/1)

Inflação acumulada de 2025 será divulgada nesta sexta-feira (9/1)


Os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do Brasil, referentes ao mês de dezembro, serão divulgados nesta sexta-feira (9/1), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No mercado financeiro, a expectativa é de uma nova alta, no entanto, no acumulado do ano, a expectativa é que resultado venha abaixo do teto da meta, de 3%.

  • A meta de inflação é definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e atualmente é de 3% com margem de tolerância de 1,5% para cima ou para baixo.

Em novembro, o IPCA registrou alta de 0,18%, influenciado pelo aumento dos preços no item “despesas pessoais”. Nos últimos 12 meses, a inflação acumula alta de 4,41%, dentro do teto da meta (4,50%).


O que é IPCA

  • O IPCA é calculado desde 1979 pelo IBGE. O índice é considerado o termômetro oficial da inflação e é usado pelo Banco Central (BC) para ajustar a taxa básica de juros, a Selic, que hoje está em 15% ao ano.
  • Ele mede a variação mensal dos preços na cesta de vários produtos e serviços, comparando-os com o mês anterior. A diferença entre os dois itens da equação representa a inflação do mês observado.
  • O IPCA mensura dados nas cidades, de forma a englobar 90% das pessoas que vivem em áreas urbanas no país.
  • O índice pesquisa preços de categorias como transporte, alimentação e bebidas, habitação, saúde e cuidados pessoais, despesas pessoais, educação, comunicação, vestuário, artigos de residência, entre outros.

Expectativas de inflação

O mercado financeiro tem expectativas de alta para a inflação em dezembro. Para o Banco Daycoval, o índice deve subir 0,35% e encerrar o ano em 4,3%, abaixo do teto da meta.

“Projetamos alta de 0,35% para o IPCA de dezembro, com a pressão em serviços sendo puxada, principalmente, pela forte elevação das passagens aéreas, movimento típico da sazonalidade de fim de ano. No acumulado de 2025, a inflação deve encerrar o período em 4,3%, situando-se abaixo do teto da meta”, afirma a instituição.

Além disso, além das passagens aéreas, segundo analistas da Daycoval, os itens intensivos em trabalho, como o setor de comércio e serviços, devem continuar pressionando o resultado. Apesar disso, os serviços subjacentes tende a apresentar comportamento mais acomodado, favorecido por itens como serviços bancários, cinema e serviços automotivos.

Já para o economista do ASA, Leonardo Costa, o IPCA deve apresentar aceleração um pouco menor, de 0,31%, com destaque para o setor de serviços, que apresenta alta mais forte, apesar de sazonal, das passagens aéreas.

“A expectativa é de que a média dos núcleos avance e registre um balanço qualitativo pior que o registrado nos últimos 3 meses; o que não deve alterar a expectativa de corte de juros pelo Banco Central no 1º trimestre de 2026, haja vista um quadro conjuntural doméstico mais favorável nos últimos meses”, diz.

Alta dos juros

Apesar da inflação estar dentro do banda superior da meta, o BC tem sido firme em suas comunicações e afirma que vai perseguir o centro, de 3%, mesmo que isso signifique manter os juros em alta por “período bastante prolongado”.

O patamar de juros atual é de 15%, considerado elevado por especialistas. Apesar disso, o Comitê de Política Monetária (Copom), responsável por definir a taxa de juros, não deu indicações de quando deve começar o ciclo de flexibilização monetária.

A expectativa é que o anúncio da redução acontecesse na primeira reunião do ano, no final de janeiro, no entanto, não existem indicativos de que isso deve acontecer. Analistas esperam que a redução da taxa aconteça ainda no primeiro semestre de 2026.

A inflação é um dos índices analisados pelos diretores do BC para decidir o rumo da política monetária do país. Se a autoridade monetária identifica que o indicador está acima do esperado, pode segurar os juros em patamar elevado por mais tempo.



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