O Instituto Brasil Central (Ibrace) também foi alvo da Operação Gorjeta, deflagrada pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) na manhã desta terça-feira (27). A entidade é responsável pela realização da Corrida do Legislativo e se apresenta como uma organização sem fins lucrativos.
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As investigações apontam que o grupo se associou com a finalidade de direcionar emendas parlamentares ao instituto e à empresa Chiroli Uniformes, sendo que parte dos recursos era posteriormente “devolvida” ao vereador Chico 2000, responsável pela destinação das emendas.
Os alvos da operação são o vereador Chico 2000 (PL), Francisco Carlos Amorim Silveira, Rubens Vuolo Júnior (chefe de gabinete de Chico 2000), Joaci Conceição Silva, João Nery Chiroli, Alex Jony Silva, Magali Gauna Felismino Chiroli e a empresa Chiroli Uniformes.
Foram impostas três medidas cautelares diversas da prisão contra os investigados. Entre as principais estão as proibições de manter contato entre si e com testemunhas; de acessar os prédios e dependências da Câmara Municipal de Cuiabá e da Secretaria Municipal de Esportes de Cuiabá; e de deixar a comarca, além da determinação de entrega dos passaportes.
Também foi determinado o bloqueio inicial de R$ 676.042 das contas bancárias de nove pessoas físicas e jurídicas, além do sequestro de sete veículos, uma motocicleta, uma embarcação, um reboque e quatro imóveis.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias de Cuiabá. Entre as medidas estão o cumprimento de 12 mandados de busca e apreensão e 12 ordens de acesso a dados armazenados em dispositivos móveis.
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