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Jayme cobra Mauro e diz que não abre mão de disputar o Governo


Assessoria

O senador Jayme Campos já disse que não tinha medo de ninguém, numa eventual disputa pelo Governo em 2026

Em entrevista a uma rede de TV de Mato Grosso, na quinta-feira (29), o senador Jayme Campos (União) considerou “normal” o governador Mauro Mendes (União), enquanto pessoa comum, enquanto eleitor, ter um candidato à sua sucessão. Mas, segundo ele, essa não será a decisão da maioria dos filiados do partido ou Federação União Progressista (UB-PP).

“Não mudo de partido, e vou propor uma pesquisa ou consulta plebiscitária a todos os filiados do União Brasil ou da Federação União Progressista, para que eles decidam se querem ou não uma candidatura própria. Tenho a convicção de que disputo e ganho na convenção, assim como as eleições em Mato Grosso. Esse é o sentimento, é a receptividade que tenho encontrado, todos os dias, todas as semanas, em reuniões ou em viagens que faço para as cidades do Estado”, disse o senador.

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Ele ainda esclareceu as recentes declarações, dadas por ele mesmo, sob uma conversa da qual participaram o senador Wellington Fagundes (PL), a deputada e nora do senador, Janaina Riva, presidente do MDB, e o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (PSB), quando o WF pediu seu apoio. E ele retrucou dizendo que também aceitaria o apoio dele, pois “com certeza, estou melhor na pesquisa de intenção de votos”.

“Foi uma conversa amistosa, na qual o senador Wellington pediu meu apoio para ele disputar as eleições ao Governo do Estado e para convidar minha esposa, Lucimar Campos – que, diga-se de passagem, está pronta para disputar qualquer cargo eletivo se assim ela desejar 0 para compor como sua vice. Eu devolvi na mesma moeda, dizendo que, como eu estou melhor na pesquisa do que ele, aceitaria a esposa dele como a minha candidata a vice-governadora, respeitando ainda o convite, feito no ano passado, para a prefeita de Jaciara e esposa do deputado Max Russi, Andréia Wagner (PSB), para que somasse conosco na disputa pelo Governo do Estado de Mato Grosso”, observou Jayme Campos.

O parlamentar reclamou que o União Brasil não se reúne e cabe ao seu presidente, o governador Mauro Mendes, ter a iniciativa e discutir as eleições. Não apenas para o Governo do Estado, mas para as duas vagas do Senado, as oito vagas de deputado federal e as 24 vagas de deputado estadual.

“Ninguém discute nada. Reúne-se um pequeno grupo e quer decidir o futuro de Mato Grosso e a vida de milhões de pessoas, como se fosse uma empresa? Isto eu não aceito. Faz parte da democracia disputar. Então, vamos a ela”, completou.

Jayme Campos destacou, ainda, que não aceita ser carimbado como mentiroso, se referindo à questão do recolhimento ou não de impostos como o Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab).

“Eu questionei o governador Mauro Mendes se era verdade ou não que o empresário Blairo Maggi e alguns outros não recolheriam o Fethab. E ele, na presença de outras autoridades, como o chefe da Casa Civil, o deputado federal licenciado Fábio Garcia, os deputados estaduais Júlio Campos, Eduardo Botelho e Dilmar Dal’Bosco, confirmou e informou a existência de uma decisão judicial.

“Não uso de maquiavelismo e subterfúgios. Tenho 74 anos e não preciso inventar histórias para aparecer. Declarei porque o governador confirmou que existia uma decisão judicial, e não acho justo a grande maioria pagar impostos e a minoria mais abastada, não”, afirmou.

Ele foi questionado a respeito do FCO (Fundo Constitucional do Centro-Oeste), em uma reunião na Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso), quando teria condenado a concentração destes recursos nas mãos de poucos, quando deveriam fomentar o micro e o pequeno produtor.

“O FCO, quando foi criado, visava acabar com o desequilibro regional de Mato Grosso, por causa de sua grande extensão territorial. Percebe-se claramente a concentração dos recursos e a saída para pouco, quando deveria atender a muitos. Ele é um financiamento e terá que ser pago. É preciso trazer, dar luz e transparência para estes recursos. Eu defendo a grande maioria dos produtores, pois, quanto maior a distribuição dos recursos, maiores as chances da prosperidade chegar a todos”, disse.

Jayme Campos previu que o Congresso Nacional deve ter um ano difícil por causa das eleições, mas também por conta de matérias polêmicas. Disse que, diferentemente do que circulou nas mídias sociais, ele assinou o projeto da dosimetria de penas impostas aos condenados de 8 de janeiro de 2023, reduzindo as condenações de todos, bem como também a CPIs do INSS. ]

Se for apresentada, também assinará a CPI do Banco Master, que promete trazer à tona negociações espúrias em todas as esferas de poderes e em todo Brasil e sinalizou que, havendo base e a necessidade de se apurar qualquer fato, seja ele contra quem for, ele assinará tranquilamente.

O senador do União Brasil reafirmou criticas a algumas políticas públicas do Governo do Estado e citou a questão do Hospital Central, que “é uma belíssima e necessária obra para a saúde pública”, mas, segundo ele, a Secretaria de Estado de Saúde impõe limites para atender a população.

“O paciente que não estiver regulado não será atendido no Hospital Central. Eles querem, primeiro, que o paciente que já se encontra desesperado, pois se ele está doente está preocupado, vá em uma unidade básica ou em um unidade de pronto atendimento, para então ser atendido no Hospital Central. Muitas vezes, isso custa a vida de uma pessoa”, afirmou.

E acrescentou: “É comum se ouvir as pessoas dizerem que, se tivesse sido socorrida antes, teria sobrevivido”, disse ele, defendendo que a riqueza de Mato Grosso seja socializada.

“Temos um Estado rico de povo pobre, o que contrasta com a realidade e com o que se vivência todos os dias. Basta ver quantas liminares obrigando o Estado atender pacientes graves são autorizadas dia após dia, semana após semana, mês após mês”, completou.

Jayme disse ter a convicção de que será o escolhido pela população de Mato Grosso, nas eleições deste ano, e pretende repetir grandes políticas de seu mandato como governador, como novos loteamentos, novos residenciais, novas unidades de saúde, uma segurança ainda mais eficiente, uma política ambiental melhor e menos impostos.

“Saíram do bolso do cidadão R$ 70,2 bilhões em impostos, apenas para o Governo de Mato Grosso. Fora os impostos federais e municipais. E, enquanto a arrecadação é pesada no bolso de todos mundo, as políticas públicas ficam devendo e muito na qualidade do atendimento e na solução dos problemas”, afirmou.

“Dificilmente, eu recuo da minha candidatura. Sou candidato com disposição, determinação e vou buscar o apoio do povo e daqueles que desejarem caminhar junto comigo”, assinalou.

“Deus, meu pai, minha mãe ou meu filho poderiam me tirar da disputa. E isto não vai acontecer. Então, vou continuar trabalhando com convicção minha candidatura, minhas propostas de Governo. Tenho muito ainda o que contribuir com meu Estado e minha gente, pois adquiri muito conhecimento, muita amizade, muita relação institucional e aprendizado para corrigir os erros e apresentar propostas que sejam possíveis de cumprir com responsabilidade e sem prejudicar a ninguém. Venho para somar, e acredito que a maioria dos filiados do União Brasil e de Mato Grosso quer o mesmo que eu: que prosperidade esteja ao alcance de todos e não de poucos”, completou Jayme Campos.





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