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Júlio fala em nome do irmão Jayme e diz que, se eleito governador, o hoje senador assumirá compromissos com os servidores
Longe de estar encerrada, a crise gerada pela cobrança da recomposição salarial do funcionalismo público de Mato Grosso, junto ao Governo Mauro Mendes (União Brasil), já tem seu primeiro lance político-eleitoral decretado.
O 1º vice-presidente da Assembleia Legislativa, Júlio Campos (União), aproveitou a ocasião da aprovação da Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores públicos estaduais, depois de muita polêmica, para firmar aos trabalhadores, o compromisso, seu e do seu irmão, o senador Jayme Campos (União), de que o benefício será garantido nos próximos anos.
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Jayme Campos é pré-candidato ao Palácio Paiaguás, em meio a um racha no partido, depois o governador Mauro Mendes (União), impôs a pré-canndidatura do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) à sua própria sucessão.
Júlio Campos, primeiro governador eleito em Mato Grosso, após a redemocratização do Brasil, entre 1983 a 1986, na verdade, utiliza os argumentos atribuídos a Otto Von Bismarck, um estadista e diplomata prussiano – mais tarde, alemão – que era conhecido como “Chanceler de Ferro”. É dele a frase: “A política é a arte de compreender o momento, a arte do possível”.
O deputado aproveitou a chance, depois de, juntamente, com seus colegas, conseguir convencer o governador a ampliar, de 4,26% para 5,40%, a RGA dos dos funcionários públicos, que cobram as perdas desde 2018 e que somam mais de 19%,
“Em sendo eleito, com certeza, Jayme Campos, governador de Mato Grosso, concederá não apenas a (RGA) apurada, mas aqueles percentuais que ficaram perdidos no tempo e nos últimos governos que passaram”, disse Júlio. Ele falou em nome do irmão, mas seu projeto político-eleitoral é se reeleger à Assembeia Legislativa, nas eleições de outubro deste ano.
Segundo estudo do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), que analisou os dados econômicos e financeiros de 2018 até 2024, as perdas salariais do funcionalismo público de Mato Grosso somavam, antes de 2025, um percentual de 18,87%.
Os dados levam em consideração outros índices econômicos, e não apenas o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que, em, 2025 somou 4,26%, mas que não mensura outras realidades. Eenquanto os salários são corrigidos nesse patamar de 4,26%, outros índices maiores sempre corrigem a cesta básica, os medicamentos, os planos de saúde, as tarifas do transporte público, as tarifas de energia elétrica e água, os planos de saúde, bem como outros impostos, como o IPTU – que, em Cuiabá, vai oscilar entre 20% e 40% de aumento.
Júlio Campos lembrou que o atual momento econômico de Mato Grosso permite se assumir um compromisso desta envergadura, sem colocar em risco a saúde financeira do Estado, as metas fiscais e os Índices da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
Citou que os salários e encargos sociais são as maiores despesas do Estado, que tem que ter compromisso tanto com os servidores públicos como com a população em geral e suas necessidades mais prementes por saúde, educação, segurança, social, meio ambiente e outras políticas.
“Em outros tempos, os salários chegaram a consumir a quase totalidade das receitas públicas. Hoje, a folha de pagamento, que se encontra na casa dos R$ 800 milhões, representam menos de 20% da arrecadação de um mês do Tesouro de Mato Grosso, que, em 2025, chegou a arrecadar R$ 7.127.279.000,00 no mês de julho. É a melhor marca em um mês do ano passado contra inacreditáveis R$ 4.775.854.000,00 arrecadados em dezembro passado. Ainda acredito estar em finalização contábil. Ou seja, há recursos de impostos pagos em janeiro de 2026, mas que se referem a dezembro de 2025”, disse o deputado.
Júlio Campos prometeu que, uma vez eleoto governador, Jayme Campos vai sentar à mesa de negociação com o Movimento Sindical Unificado e demonstrar como, quando e quanto será possível se resgatar oscompromissos atrasados e futuros, sem colocar as receitas públicas de Mato Grosso e sem prejudicar o pagamento dos salários.
“A proposta acolhida por considerável parte dos deputados estaduais, e que partiu do deputado Lúdio Cabral (PT), só ampliava em mais 4,95% de aumento, além dos 4,26% inicialmente discutidos e, depois, elevados para 5,40%. Desde que, entre janeiro e maio deste ano, mês a mês, o Estado de Mato Grosso, registre excesso de arrecadação, como aconteceu em 2025, quando foram contabilizados quase R$ 10 bilhões em excesso
O deputado lembrou ainda que Mato Grosso arrecadou R$ 70,2 bilhões em impostos em 2025, em valores brutos. E, mesmo considerando as deduções de receitas da ordem de R$ 26,2 bilhões, ainda resta um ativo de R$ 43,9 bilhões.
Para analistas políticos, o certo mesmo é que a conta do desgaste ficou para o governador Mauro Mendes. E muitos estão se aproveitando do momento para contabilizar pontos favoráveis. Afinal há servidores públicos em todas as 142 cidades de Mato Grosso. O que signfica dizer que a força eleitoral é extretamente razoável.
JAYME CAMPOS – Aos 75 anos, Jayme Campos é senador há dois mandatos.
Foi eleito governador em 1990 pelo então PFL e administrou o Estado de 1991 a 1995.
Também foi prefeito de Várzea Grande – a segunda cidade de Mato Grosso, na área metropolitana de Cuiabá -, durante três mandatos: 1982-1988, 1996-2000 e reeleito para 2000-2004.





