Início NACIONAL Lula e clã Bolsonaro travam batalha pelo Pix na corrida presidencial

Lula e clã Bolsonaro travam batalha pelo Pix na corrida presidencial


Petista segue orientação do marqueteiro Sidônio Palmeira e diz que vai proteger para os brasileiros esse meio de pagamento; aliados de Flávio Bolsonaro rebatem e dizem que o ex-presidente foi responsável pela implantação do Pix

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e governistas têm feito um grande esforço para usar o discurso de que o Pix “é do Brasil”. O movimento é uma estratégia traçada pelo ministro da Secretaria de Comunicação, Sidônio Palmeira. A iniciativa veio a público durante evento em Salvador, na 5ª feira (2.abr.2026), quando vazou a instrução do marqueteiro para que Lula falasse sobre o tema e enfatizasse que “o Pix é nosso”.

De lá para cá, governistas intensificaram nas redes sociais publicações em defesa do Pix. Há uma orientação do Planalto para que haja uma defesa total do modo instantâneo de pagamento. Congressistas aliados ao governo estão utilizando conteúdos armazenados em nuvem que exaltam o sistema brasileiro, que é gratuito, com potencial de viralizar na internet.

A ação se assemelha à estratégia adotada pelo governo Lula a partir do 2º semestre de 2025, quando o presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), decidiu impor uma sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros. O Planalto decidiu usar a palavra “soberania” como um dos pilares da comunicação.

Agora, Sidônio volta a apostar na onda de nacionalismo 1 dia depois de o governo dos EUA divulgar um relatório em que afirma que o Pix pode prejudicar empresas norte-americanas de cartões de crédito, como Visa e Mastercard. Também há uma ofensiva contra o pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, com a tentativa de colar nele a pecha de “entreguista” por apoiar Trump.

O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) disse no X que o senador fluminense ficou “em silêncio absoluto” sobre o posicionamento da Casa Branca e afirmou que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) irá “acabar com o Pix”.

Não há qualquer menção ao fato de o sistema de pagamento ter sido lançado em novembro de 2020, durante a presidência de Campos Neto no Banco Central. O economista foi indicado ao cargo no governo de Bolsonaro e os petistas costumam criticá-lo.

Na 5ª feira (2.abr), a bancada do PT na Câmara e a Fundação Perseu Abramo, instituição de estudos políticos ligada ao partido, fizeram uma publicação conjunta no Instagram para dizer que Jair Bolsonaro “não é o ‘pai’ do sistema” e estudos sobre pagamentos instantâneos tiveram início de 2013 a 2015. Afirmam que o corpo técnico do BC “é o verdadeiro criador do Pix”.

Isso provocou uma reação de Flávio e de apoiadores. O senador precisou ir às redes sociais para negar que encerrará o sistema.

“Para a esquerda e para o PT, parece que todo dia é dia de mentir. E a fake news de hoje? O PT dizendo que eu vou acabar com o Pix. É lógico que é uma mentira, uma loucura, sem pé nem cabeça. O Pix já é um patrimônio brasileiro. É um legado muito importante, criado pelo presidente Jair Messias Bolsonaro”, disse.

Eis algumas manifestações de governistas:

  • Fernando Haddad, ex-ministro e ex-prefeito de São Paulo:

REAÇÃO BOLSONARISTA

Apoiadores de Flávio Bolsonaro reagiram ao movimento lulista, resultando em uma “batalha do Pix” nessa pré-campanha. Internautas também foram às redes para afirmar que o ex-presidente Jair Bolsonaro foi responsável por criar o Pix.

Internautas bolsonaristas também mencionaram a regra de monitoramento do Pix que a Receita Federal tentou implantar por meio de instrução normativa. A dificuldade do Planalto em explicar como se daria foi explorada por bolsonaristas.

Em janeiro de 2025, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) publicou um vídeo com críticas à medida que viralizou. A reação negativa na sociedade fez o próprio governo revogar a norma sobre fiscalização do Pix.

Eis algumas manifestações de internautas:

POCHMANN CRITICA PIX

Ex-diretor do BC, o economista Alexandre Schwartsman foi ao X na 5ª feira (2.abr) para lembrar em tom irônico críticas que o presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Marcio Pochmann, havia feito quando o Pix surgiu, em 2020.





FONTE

Google search engine